100 atendimentos em um ano

projeto mulher Ações foram voltadas à mulheres em situação de vulnerabilidade doméstica; ano foi positivo, diz voluntários

As voluntárias do Projeto Heroica fecharam o ano de 2018 com 100 atendimentos à mulheres em situações de vulnerabilidade doméstica. As assistidas nem sempre foram vítimas de agressões físicas dos companheiros, mas morais, que também causam sérios danos.

A presidente do projeto, a advogada Simone Seghese de Toledo,disse que o projeto-piloto foi implantado em Piracicaba há mais de um ano. Simone é doutoranda em filosofia pela
Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e professora de pós-graduação na Universidade Mackenzie. “Consideramos que o ano de 2018 foi muito importante para nós. Tivemos
13 atendimentos de mulheres de violência doméstica. Atuamos no pedido também das medidas protetivas para o afastamento do agressor. Fechamoso ano com a sensação de gratidão”, afirmou a presidente.

O projeto também realizou cinco cursos para as assisti das sobre vários temas relacionados a psicologia, resgate a autoestima e empreendedorismo.

APADRINHAMENTO
Simone disse que o projeto é aberto para novos voluntários. “Estamos de portas abertas para receber os profissionais que possam fazer parte da nossa causa e comisso estender a oportunidade para mais mulheres que possam ser atendidas pelo projeto”, comentou a presidente.

Uma das assistidas pelo projeto é uma mulher que está bem acima do peso e descobriu que estava sendo traída pelo marido. Ao mesmo tempo em que terminou com o seu casamento não sabia como iria conseguir manter sua pequena empresa.

“Durante três meses, ela passará por atendimento psicológico, nutricional e empreendedorismo. Inclusive, ela fará um book após o término. O objetivo não é somente tratar da aparência externa, mas sim fazer um resgate da autoestima, pois muitas delas não conseguem se enxergar da maneira como realmente são”, enfatizou a idealizadora do projeto.

CR
O projeto realizou um trabalho no CR (Centro de Ressocialização) Feminino de Piracicaba com ressocializandas. Elas receber uma preparação psicológica para encarar de cabeça erguida a sociedade depois de cumprirem as respectivas penas.

Quem gostou da experiência foi uma reeducanda de 32 anos. Condenada a quatro anos, quatro meses e 15 dias por tráfico, ela conta os dias para voltar para casa, onde deixou os cinco filhos com cinco, seis, nove, 12 e 16 anos. “Estou presa há setemeses e já chorei muito por ficar longe de casa, fiquei com depressão e só melhorei após conseguir ocupar minha mente aqui na unidade com os trabalhos, cursos e agora com as palestras. Nunca tive a oportunidade de conhecer tudo isso. É muito bom a gente ter a consciência da nossa própria mente para não perder o foco lá fora”, relatou.

2019
A meta para 2019 é aumentar a parceria com profissionais de várias áreas como contabilidade, empreendedorismo, psicológico, capacitação física e áreas da beleza e capacitação física.
As pessoas que quiserem conhecer um pouco mais sobre o projeto ou integrar a equipe de voluntários deve entrar em contato coma advogada pelo e-mail projetoheroica@gmail.com.