1º de maio: todos contra a reforma da previdência!

Neste ano, um feito inédito: todas as centrais sindicais estão unidas para promover uma grande manifestação, cujo eixo central é a luta contra a reforma da previdência de Bolsonaro.

E não poderia mesmo ser diferente: a reforma da previdência (PEC 6/2019) é um ataque frontal, profundo, contra a seguridade social e o direito à aposentadoria, que fica praticamente inviabilizado. As mulheres, a juventude, os idosos, os trabalhadores rurais são fortemente atingidos, mas a reforma prejudica todos os trabalhadores, do setor público e do setor privado.

As mulheres trabalham pelo menos 5,4 anos a mais que os homens num período de 30 anos, se considerarmos seus outros afazeres fora da vida profissional, mas terá que trabalhar até os 62 anos para se aposentar. No caso das professoras, a situação é ainda pior, pois temos que trabalhar em 4, 5 e até 6 escolas e teremos que nos aposentar aos 60 anos, mesma idade que os professores. Os jovens, além de terem mais dificuldade para encontrar empregos, pois os que estão na ativa terão que trabalhar mais tempo, ainda terão que aceitar a tal carteira verde-amarela, com bem menos direitos.

Bolsonaro e seu Ministro da Economia, Paulo Guedes, são insensíveis às necessidades da população. Seu único objetivo é enxugar gastos, para transferir esses recursos para setores empresariais e banqueiros. Esses, aliás, são os grandes sonegadores da previdência social. O déficit conjuntural que pode existir – pois não há déficit estrutural, permanente – se deve ao fato de que o governo não cobra essas dívidas e, ainda, faz um governo sem projeto econômico, que gera altos índices de desemprego e paralisa o país.

A sustentação da previdência social está diretamente ligada à necessidade de mantermos a população economicamente ativa ocupada, com carteira assinada. Isso se faz com investimentos, com oferta de crédito, com projeto de desenvolvimento. Porém, além de não ter qualquer projeto, Bolsonaro que tirar R$ 1 trilhão das aposentadorias, das pensões, dos benefícios de prestação continuada. É tão criminoso esse governo que pretende cortar pela metade o benefício aos idosos que não tem renda. Eles passariam a receber apenas R$ 400,00 por mês. Quem pode viver com esse valor? Enquanto isso, os sonegadores devem pelo menos R$ 500 ou R$ 600 bilhões e não são cobrados.

Então, esse 1º de maio será de muita luta. Momento de juntar todos os trabalhadores e as trabalhadoras, os movimentos sociais, as centrais, os sindicatos e a população em geral para dizer ao país que a classe trabalhadora vai derrotar essa reforma da previdência, assim como derrotamos a reforma da previdência de Temer com nossas mobilizações em 2017 e 2018.

Duas datas importantes estão marcadas: dia 15 de maio é a greve nacional da educação e no dia 14 de junho será realizada a maior greve geral que esse país já vivenciou.

Parabéns aos trabalhadores e às trabalhadoras pelo seu dia. Unidos, somos mais fortes e vamos derrotar a reforma da previdência de Bolsonaro.