Persistente, Mangue é campeão pan-americano

esporte Mangue quer chegar aos 60 anos disputando medalhas. ( Foto: Líder Esportes)

A sonhada medalha de ouro em um Campeonato Pan-Americano, enfim, virou realizada pela o piracicabano Vitor Wagner, conhecido como Mangue Seco. Aos 53 anos, ele alcançou mais um objetivo no kickboxing e em dose dupla: no último fim de semana, Mangue conquistou em Cancún, no México, dois ouros na categoria máster 74 kg. O lutador subiu ao lugar mais alto do pódio nas modalidades kick light e light contact. De quebra, ele ainda faturou o bronze no point fight.

“Foi uma experiência incrível e consegui o meu objetivo. Treinei muito e controlei a alimentação, perder peso é uma batalha para nós.  O Pan reúne os melhores de cada país, mas estava preparado e o resultado mostra isso. Acredito que a tranquilidade que entrei nas lutas foi importante para impor o meu ritmo, sem acelerar. Como eu disputei três modalidades, tive que administrar isso”, completou o piracicabano, que também é mestre de capoeira há mais de três décadas.

“Nunca deixei de praticar esportes. O segredo é esse. Espero conseguir uma medalha aos 60 anos”

O ano de 2018 foi especial para Mangue. O atleta da equipe Company Top Fight, sob a orientação do mestre Wilson Teodoro, também brilhou no Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil. Somando os dois eventos, o lutador faturou o total de seis medalhas. No Nacional, foram duas pratas (kick light e point fight) e um bronze (light contact), enquanto na Copa do Brasil, realizada no mês de setembro, o lutador saiu do tatame com o título de campeão no point fight, além da prata no kick light e o bronze no light contact.

Ligado ao esporte desde criança, Mangue rumou para o kickboxing após o convite de Teodoro. Desde então, ele acumula medalhas no Sul-Americano do Chile, em 2015, e no Pan do México, em 2016. O ouro no Pan deste ano, porém, foi inédito. “Nunca deixei de praticar esportes. O segredo é esse”, afirmou Mangue, que conta com o apoio da Varella Motos, Clube do Saudosista e Mané, Cobra e Sérgio Guarnieri. “Eu tenho esse desejo de continuar treinando. Espero conseguir uma medalha aos 60 anos de idade”, declarou.

EXEMPLO

As conquistas do atleta, inclusive, não passam batidas pelas pessoas próximas a ele. “A gente tem que tirar o chapéu para ele. O Mangue é um exemplo a seguir, que está almejando ser faixa preta de kickboxing. É um cara que treina forte, muito disciplinado em termos de alimentação. Futuramente, vejo ele como professor, ensinando o que agora está aprendendo. Particularmente, ajuda bastante ter um cara como ele ao lado. Quando alguém diz que não consegue, eu falo para seguir o exemplo. É um privilégio ser o professor de um atleta como ele”, elogiou Teodoro.

( Líder Esportes)