2ª equipe do Águia que atuou em Brumadinho é homenageada pelo governador

Capitão Rasera, major Edgard, os sargentos Constantino e Giovani e cabo M. Silva (Divulgação/Águia)

A segunda equipe do helicóptero Águia (Polícia Militar) de Piracicaba foi homenageada pelo governador João Doria (PSDB) durante solenidade que aconteceu na quarta-feira (20), em São Paulo. Durante o evento ocorreu a entrega da bandeira do Estado de São Paulo, hasteada pelo Corpo de Bombeiros do Estado e também pelo Grau no período em que seus profissionais estiveram em Brumadinho (MG). Ao todo, 169 bombeiros paulistas, além de quais quatro médicos e quatro enfermeiros do Grau, quatro médicos da Polícia Militar do Estado de São Paulo e três enfermeiros do Comando de Aviação da Polícia Militar, foram enviados ao local para auxiliar nas ações de resgate e emergências após o rompimento da barragem de uma mineradora.

Receberam a honraria o capitão Rasera, os sargentos Constantino  e Giovani e cabo M. Silva. O major Edgard acompanhou a solenidade como comandante do grupo. Ele já tinha sido homenageado anteriormente com o capitão Tomazela e os sargentos Duarte, Pedro (mecânico) e Júlio, em reconhecimento à atuação no grupo de buscas e resgates em Brumadinho.

O governador e o Secretário da Segurança Pública João Camilo Pires de Campos receberam, ainda, títulos de Bombeiro Honorário. Instituída pelo decreto 44.160, de 1° de dezembro de 1964, a homenagem é feita às pessoas que se dedicam ao desenvolvimento da extinção e prevenção de incêndios e salvamentos e prestam relevantes serviços ao Corpo de Bombeiros.

BRUMADINHO

Os tripulantes do helicóptero Águia da Polícia Militar só tiveram a dimensão dos estragos causados pelo rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho/MG quando chegaram em missão. A aeronave chegava a ficar minúscula diante da imensidão do mar de lama que se formou. A força dos dejetos era tamanha, que amassou vagões e locomotivas como se fossem papel. Diante dessa situação a localização de uma vítima com vida era praticamente impossível. As equipes se concentraram no apoio aos bombeiros mineiros nas localizações dos corpos, ou parte deles, pois o objetivo era trazer a oportunidade das famílias encontrarem seus entes queridos e assim realizarem pelo menos um sepultamento digno.

O trabalho deles começava por volta das 5h da madrugada e terminava somente até o por do sol. Foram realizadas de 70 a 80 missões por dia, pois os policiais militares do Águia tinham a função de realizar o transporte dos bombeiros, cães farejados e corpos em alguns casos.

Brumadinho foi considerada uma das maiores tragédias no Brasil e deixou centenas de pessoas mortas, desaparecidas e desabrigadas.

 

Cristiani Azanha