38 mulheres foram flagradas com objetos ilícitos em presídios locais

Mulheres Elas tentavam levar celulares, drogas e outros itens proibidos para parceiros durante visitas. ( Foto: Claudinho Coradini/JP)

Trinta e oito mulheres foram flagradas tentando levar entorpecentes, comprimidos de estimulantes sexuais ou celulares, que são considerados ilícitos nas unidades prisionais de Piracicaba. Levantamento divulgado ao Jornal de Piracicaba, com exclusividade pela SAP (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária), indica que 21 mulheres foram surpreendidas por agentes de segurança da Penitenciária Masculina e outras 17 no CDP (Centro de Detenção Provisória) Nelson Furlan nos primeiros dez meses de 2018.

O diretor do CDP, Maurício Arantes Romero Gonçalves destacou que a utilização do escâner corporal nas unidades prisionais de Piracicaba, que completou um ano em novembro deste ano, agilizou as revistas de mulheres, que geralmente visitavam algum familiar, como filho ou marido, que cumpre pena no presídio.

“A SAP busca o contínuo aprimoramento das ações que visam a prevenção e o combate à entrada de ilícitos na unidades prisionais, distinguindo aqueles visitam para manutenção do vínculo afetivo e familiar dos que desvirtuam para práticas criminosas, aplicando a essas pessoas uma política de tolerância zero. O equipamento de escâner corporal agregou efetividade e qualidade aos trabalhos, tornando-se uma ferramenta imprescindível, aumentando apreensões de ilícitos em geral, tanto de entorpecentes quanto de aparelhos celulares (sendo estes os mais recorrentes), que são cada vez menores, chegando ao diminuto tamanho de uma tampa de caneta”, completou o diretor.

O diretor da Penitenciária Elcio José Bonságlia enfatizou que o escâner foi revolucionário na unidade. “O procedimento evita o constrangimento ao visitante, pois a partir do uso do equipamento deixou de ser necessário a revista com contato pessoal do agente. “O escâner identifica qualquer objeto estranho tanto na roupa como no interior do corpo do visitante”, disse Bonságlia.

(Cristiani Azanha)