42,5% aprovam a gestão de Barjas, mas apenas 32,5% o reelegeriam

Na segunda colocação está Zé Luiz Ribeiro, na pesquisa estimulada e na espontânea o vereador Paulo Campos. (foto: Claudinho Coradini/JP)

Se as eleições municipais de Piracicaba fossem hoje, o atual prefeito Barjas Negri (PSDB) seria reeleito pela população, segundo pesquisa encomendada pelo Jornal de Piracicaba e realizada na semana passada pela Interativa Pesquisas. O nome do tucano ficou em primeiro lugar tanto na pesquisa espontânea quanto na estimulada, com 21,29% e 32,43% das intenções de voto, respectivamente. A margem de erro é de 5% para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. Na pesquisa espontânea, o vereador Paulo Campos (PSD) foi o segundo nome lembrado pelos entrevistados, com 1,98% das intenções de voto, caso as eleições acontecessem hoje.

Campos foi reeleito em 2016, com 4770 votos, ficando atrás do primeiro colocado no pleito, o vereador Ary Pedroso (SD), com 5377 votos. Na mesma pesquisa, o secretário municipal de Trabalho e Renda, José Luiz Ribeiro, ficou em terceiro lugar, com 1,49% das intenções. Já na pesquisa estimulada Zé Luiz ficou em segundo lugar, com 8,17% das intenções de voto. O secretário é bem conhecido dos piracicabanos por sua atuação frente ao Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Piracicaba e Região e por seu desempenho como vereador durante três legislaturas na Câmara Municipal.

Em 2018 foi também candidato a deputado federal pelo Solidariedade, obtendo 12.697 votos apenas em Piracicaba, e 24.569 votos no Estado, mas não foi eleito. Ao mesmo tempo em que é o favorito numa disputa hoje, Barjas também lidera o índice de rejeição entre dez outros possíveis candidatos: 5,20% dos entrevistados disseram que não votariam no tucano “de jeito nenhum” para o cargo de chefe do Executivo. Os outros nomes citados totalizaram 22,52% de rejeição.

Os números são baixos, considerando que 11,88% disseram não ter rejeição por nenhum candidato, e 60,40% não souberam responder à pergunta. A reportagem do JP entrou em contato com os três possíveis candidatos ao Paço em 2020. José Luiz Ribeiro e Paulo Campos não responderam à reportagem até o fechamento dessa edição. Para Barjas, “é sempre bom ser lembrado pela população. Mas neste momento estamos concentrados na tarefa de bem administrar a cidade e fazer com que ela funcione bem, em especial na prestação de serviços públicos em todas as áreas: saúde, educação, etc. O momento de discutir as eleições municipais é durante o período eleitoral que começa em agosto de 2020. Só tenho a agradecer o apoio que a população tem nos dado.” A Interativa entrevistou 400 eleitores presencialmente e em domicílio, em diferentes regiões e bairros da cidade, com aplicação de questionário estruturado.

São levados em conta também os diferenciais de gênero, idade e estudo. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Piracicaba tem hoje 400.949 habitantes, sendo 288.967 eleitores, de acordo com o (TSE) Tribunal Superior Eleitoral.

Mudanças

Segundo o diretor da Interativa, Alejandro Gonzalez, o cenário atual pode sofrer ainda muitas mudanças até o pleito de 2020. “O quadro atual pode se modificar completamente. Inclusive alguns dos nomes citados nas entrevistas podem até mesmo não saírem como candidatos”, ressalta. Gonzalez lembra que o próprio Barjas pode não concorrer à reeleição, porque ainda há processos na Justiça pendentes, que podem deixá-lo inelegível em 2020. Com isso, fi liados ao PSDB citados nas duas pesquisas, como a vereadora Nancy Thame e a secretária de Turismo e Ação Social Rosângela Camolese, poderiam se candidatar a cargo. “É interessante também observar que, apesar de ele ter retornado à prefeitura em 2016 com 70,31% dos votos válidos, hoje a intenção de votos não chega à metade de quando ele disputou a última eleição. Mas ainda assim os números são positivos, porque ele continua sendo bem visto pela população”, considera.

O diretor da Interativa destaca que os nomes em destaque são de pessoas que estão em evidência hoje no cenário eleitoral. Ele observa que isso pode mudar até 2020, quanto mais os candidatos se dizerem conhecidos dos eleitores ao longo do tempo. E cita como exemplo o segundo colocado no pleito de 2016, Luciano Almeida (PSD), que teve 24,78% dos votos válidos e nas pesquisas espontânea e estimulada foi citado por 1,24% e 1,98%, respectivamente, dos entrevistados. “Apesar de ter sido bem votado em 2016, hoje ele não está sendo lembrado pela população.”

As mulheres mencionadas nas pesquisas estão empatadas, segundo a margem de erro da Interativa, o que confirma a sondagem feita anteriormente pelo Jornal de Piracicaba, em que foram citados os nomes da vereadora Adriana Cristina Sgrigneiro Nunes (CID), conhecida como Coronel Adriana; a deputada federal pelo Partido Novo, Érica Gorga; a deputada estadual pelo PT Maria Izabel Azevedo Noronha, conhecida como Professora Bebel; Nancy Thame e Rosângela Camolese como potenciais candidatas à Prefeitura. Eleitores indecisos ou que não votariam em ninguém são a maioria nas duas pesquisas. Na espontânea, 34,16% dos entrevistados não têm nenhum candidato para 2020, e 35,40% ainda não sabem em quem votar.

Na estimulada, 35,40% dos eleitores disseram não votar em nenhum dos candidatos citados, e 8,91% não sabem. “O brasileiro não está agora pensando nisso, ele vai mesmo procurar escolher seu candidato geralmente faltando um ou dois meses para as eleições. Mesmo na pesquisa estimulada, muitos dos nomes apresentados ainda são desconhecidos, por isso o eleitor não pensou ainda em quem votar. Conforme as eleições vão se aproximando, a tendência é que esses números diminuam”, afirma.

Andrea Mesquita
Especial para o JP