800 fiéis participam da missa de despedida do monsenhor Juliani

despedida Com aplausos, fiéis deram adeus ao religioso; “Ele vivia pelo dom de ser sacerdote”, disse bispo. ( Foto: Claudinho Coradini/JP)

O corpo do monsenhor Luiz Gonzaga Juliani foi enterrado ontem à tarde, na cripta dos padres, no Cemitério Parque da Ressurreição. Cerca de 800 pessoas lotaram a paróquia São José, na Pauliceia, onde foi celebrada missa de corpo presente pelo bispo Fernando Mason. A cerimônia também contou com a presença de 53 padres da Diocese de Piracicaba, além de diáconos e seminaristas. O religioso faleceu no último domingo, aos 91 anos, por falência múltipla dos órgãos, após ficar internado por dois dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Unimed, em Piracicaba, para tratamento de infecção devido à uma pneumonia e gastroenterite. Emocionados, os fiéis acompanharam a saída do caixão da igreja com uma salva de palmas.

Em sua homilia, Mason destacou a dedicação de Juliani em sua vida presbiterial e definiu a trajetória do padre com a palavra gratidão. “Um dos motivos de estarmos aqui reunidos é pela gratidão que ele teve com as pessoas, não apenas individualmente, mas pelas ações de bem com a igreja e com a Diocese”, afirmou. “Ele fez o bem em nome de Deus por causa de Deus”, acrescentou.

O bispo também elogiou o zelo apostólico de Juliani com as questões ligadas à igreja.e a sua identidade forte. “Ele acreditava no sacerdócio e vivia pelo dom de ser sacerdote”, afirmou. Ao final de sua homilia, o dom Fernando agradeceu – em nome da Diocese – pela presença do religioso. “A Diocese é grata pela sua atenção, presença, personalidade e identidade presbiterial”, concluiu.

Emocionado, o pároco da paróquia São José, Marcelo Sales, fez as exéquias do corpo do monsenhor. Ele pediu orações à família de Juliani, em especial à irmã Clementina, que acompanhou a cerimônia amparada por familiares. “Tenho gratidão por ter vivido com ele. Monsenhor era presença na vida do presbitério quando podia ou não, mas sempre se fez presente”.

DEDICAÇÃO – Para o jornalista Edilson Morais, autor do livro Monsenhor Juliani — Uma Vida de Fé e Doação, lançado há cinco meses, outra palavra que define a personalidade do padre capivariano, que ingressou no seminário aos 13 de idade, é dedicação. “Fui agraciado e tive a felicidade de ver o outro lado dele, de ter a história contada por ele a partir de suas memórias”, lembrou. A fé e devoção a Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, também chamaram a atenção do jornalista. “Ele tinha tanta fé que criou a novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro que é rezada até hoje”, destacou.

(Beto Silva)