A febre amarela, ainda?

Desde a segunda quinzena de janeiro, quando a OMS (Organização Mundial da Saúde) incluiu todo o Estado de São Paulo em área de risco da febre amarela, a corrida aos postos tornou-se intensa. O <BF>Jornal de Piracicaba<XB> mostrou isso em reportagem de ontem: somente na cidade, até a quinta-feira (25), foram aplicadas 10.012 doses da vacina. Na edição deste domingo, o assunto está novamente presente em nossas páginas — e não seria diferente, dada a quantidade de dúvidas entre as pessoas.
 
Pensando em seus leitores e seguidores na internet, o <BF>JP<XB> deixou sua página no Facebook disponível por 24 horas para que as dúvidas fossem encaminhadas. A postagem alcançou 10.853 pessoas. Chegaram dúvidas das mais simples até as mais complexas. O próximo passo foi submeter as principais questões a quem realmente entende do assunto: o médico infectologista Hamilton Bonilha.
 
Um dos leitores perguntou, por exemplo, se existe teste rápido para detectar a doença nos hospitais. Outra internauta indagou se Piracicaba está fora da área de risco, enquanto outra, com diabetes, quis saber sobre as restrições para o seu caso. Os internautas também demonstraram desconhecer se existe “algum programa de vacinação contra a ‘temida’ febre amarela”.
 
O que estas dúvidas demonstram, em uma primeira análise: não há campanhas institucionais capazes de atingir uma ampla camada da população. Seja a dona de casa, a mãe do bebê recém-nascido, o morador da zona rural, o universitário. Independente de classe social e escolaridade, muitas são as dúvidas, e parece não haver muita preocupação dos órgãos públicos em saná-las.
 
A prova de que o desconhecimento é grande está na superlotação nas unidades de saúde nos últimos 15 dias. Mais uma evidência são as mortes de macacos registradas país afora, como se o animal fosse o responsável pela doença.
Ainda que Piracicaba não esteja incluída na área de risco, muitas cidades da região estão na rota — caso de Campinas, Atibaia, Itatiba, Amparo e Jundiaí. Por isso, se você se desloca com frequência para estes municípios, é melhor se precaver. 
 
Se o leitor ainda tem alguma dúvida sobre a vacinação, entre tomar ou não a dose, fique com a primeira opção, como lembra o infectologista Hamilton Bonilha.