A necessária prova de vida

Ontem, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) confirmou que 4.987 aposentados e pensionistas ainda não realizaram a prova de vida e podem ter seus benefícios suspensos. Eles não compareceram até as agências bancárias para confirmarem que estão vivos dentro do prazo legal, até 28 de fevereiro. No Brasil, até meados de fevereiro, cerca de 2,4 beneficiários não haviam comprovado que estão vivos.
 
Reportagem de Felipe Poleti nesta edição orienta que os faltosos se dirijam até a agência bancária em que têm conta para regularizar a situação. A dica do instituto é para pedir a reativação do pagamento e solicitar os valores suspensos. O beneficiário tem até dois meses, após a data do último aviso do instituto para fazer a comprovação de fé.
 
Apesar de divulgar o número de afetados, a agência do INSS não informou o número de aposentados e pensionistas da cidade. Em comparação com outras cidades da região, o número de idosos que correm o risco de ter o benefício suspenso não é tão alto. Mas, com certeza, vai impactar na vida do idoso que ainda está vivo e que for retirar o benefício na boca do caixa. 
 
Todo mundo sabe que as aposentadorias e pensões no Brasil são irrisórias, mas pior seria se esses velhinhos, que continuam vivos, perdessem o benefício, por causa de um reles esquecimento. E muitos deles sustentam famílias e netos com esses parcos recursos. Por isso, quem ainda não compareceu na agência deve fazê-lo o mais rápido possível.
 
Apesar da maciça campanha de divulgação sobre a necessidade de prova de vida pelo INSS, pelos bancos e pela Associação dos Aposentados, foi expressivo o número que não compareceu às agências. Por enquanto, não dá para dizer qual o percentual de falecimento nesse grupo ausente.
 
Mas o fato é que essa parcela da população é muito carente de informação. Por isso, poderia ser revista a divulgação sobre a necessidade da prova de vida. Além disso, muitos idosos estão acamados e não conseguem sair de casa. Por isso, a família tem papel importante para fazer a comprovação de que os idosos estão vivos. Vale lembrar que essa medida foi implantada pela Previdência para evitar possíveis fraudes. Muitos idosos faleciam e seus familiares continuam recebendo o benefício, o que não é justo com os demais contribuintes. (Claudetr Campos)