Abertura do comércio será discutida na segunda

compras Patrões e empregados tentam nova rodada de negociação. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

O impasse na convenção coletiva dos comerciários pode prejudicar a abertura em horário especial neste mês, mas uma nova rodada de negociação será na segunda-feira (3). Roberto Previde, presidente do Sincomerciários (Sindicato dos Empregados no Comércio) de Piracicaba, diz que não abrirá mão de direitos adquiridos pelos trabalhadores e aguarda um acordo com o Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista) de Piracicaba e Região. O acordo entre sindicatos patronal e dos trabalhadores inclui, além da abertura especial de 11 a 23 de dezembro, a do feriado de 8 de dezembro, Dia de Nossa Senhora Imaculada da Conceição.

“Hoje, o comerciário trabalha no feriado e ganha 100% mais a bonificação. Queremos manter essa mesma convenção, porque quando se tira um benefício do trabalhador, não tem volta. Se não houver acordo, vamos entrar na Justiça e pedir liminar que impeça a abertura“, diz Previde.

O comércio de Piracicaba conta com 7 mil trabalhadores e somente para a abertura especial em dezembro seriam feitas cerca de 300 contratações e o mesmo número para supermercados.
O Sincomércio Piracicaba afirma que a convenção ainda está em negociação, porém alerta que o impasse não vai impedir a abertura das lojas no final de ano. Segundo o presidente do Sincomércio, Itacir Nozella, se a convenção não for definida até segunda-feira, no dia seguinte será convocada uma coletiva para orientar os comerciantes. “O que pode acontecer se não houver acordo, é o comércio não funcionar no feriado municipal de 8 de dezembro, o que significa que os comerciários folgariam nesse dia, mas trabalhariam no Carnaval. Porém, essa data coincide com o pagamento e início do período de festas, quando o movimento costuma ser grande, beneficiando tanto os empresários como os comerciários, principalmente, os comissionados.”

O Sincomércio ofereceu aos comerciários o repasse da inflação, de 3,64%, além de bonificação de R$ 270,00 como contrapartida de uma desoneração no trabalho durante os feriados, um dos mais caros do Estado de São Paulo. Com a negativa do Sindicato dos Empregados em desonerar os feriados, o Sincomércio ofereceu a reposição da inflação sem o abono, mas a proposta também foi negada.“Hoje, o lojista tem que pagar 100% de hora-extra, um dia de folga, mais uma bonificação que pode chegar a R$ 70,00 por funcionário”, diz Nozella.

(Eliana Teixeira)