Ação ambiental

Área conhecida pelos piracicabanos como Pantanal Paulista, ou mesmo como mini-pantanal, o bairro Tanquã recebeu, anteontem, ação de ambientalistas, que despejaram 70 mil alevinos — peixes filhotes — da espécie Piracanjuba. Fruto de uma parceria do Instituto Beira Rio com a Aperp (Associação dos Pescadores Esportivos do Rio Piracicaba e Afluentes), a iniciativa acontece há sete anos e, desta vez, contou ainda com o apoio da AES Tietê. Outros despejos estão programados para os próximos meses, contribuindo, assim, com o repovoamento da fauna do rio Piracicaba.
 
Em entrevista ao repórter Felipe Poleti, o presidente do Instituto Beira Rio, Luis Fernando Magossi, também conhecido como Gordo do Barco, lembrou que também acontece este ano o 21º Passeio de Barcos, iniciativa que percorre 90 quilômetros do rio Piracicaba e que conta com a participação de embarcações de várias cidades. Programado para 3 de fevereiro, o evento terá o despejo de novas espécies de peixes.
 
No depoimento ao vídeo que o JP publicou em seu Facebook ontem, Magossi lembrou que a soltura ocorrida essa semana é inédita no rio Piracicaba. O biólogo e bioquímico Silvio dos Santos, da AES Tietê, lembrou que a Piracanjuba, peixe escolhido para o despejo, está em extinção. A região do Tanquã é propícia para a espécie e, em alguns anos, os peixes podem chegar a cinco quilos. Eles também fizeram um alerta aos pescadores: caso alguém capture o peixe, que o solte novamente no rio Piracicaba, em nome da preservação ambiental.
 
Entusiasta do rio Piracicaba e apaixonado pelo rio de longa data, Magossi não esconde sua empolgação e diz que continuará o trabalho. Ele que, quatro anos atrás, teve que suspender os passeios turísticos de barco no rio Piracicaba por causa da baixa vazão, quer o rio cheio e bem povoado. Os piracicabanos agradecem, pois a alegria de nossa cidade sempre foi e sempre será o nosso rio.