Acendeu o sinal vermelho

A Secretaria de Saúde diz que não é motivo para pânico. Mas o fato é que Piracicaba registrou a primeira morte por febre amarela neste ano. O paciente teve os primeiros sintomas no dia 22 de janeiro e morreu três dias depois: no dia 25 de janeiro. Os sintomas poderiam indicar que teria contraído uma série de doenças, como leptospirose, dengue, febre amarela e febre maculosa, mas o diagnóstico chegou anteontem. A morte foi causada por febre amarela, constatou exame do Instituto Adolfo Lutz.
 
A Secretaria de Saúde diz que esse foi um caso atípico. É que Piracicaba não estava no mapa do estado onde existia a circulação do vírus da doença. Daí a surpresa. Além do que a cidade não registrou casos de macacos mortos, que são os sentinelas para a febre amarela. A pasta garante que não há motivo para pânico, contudo admite que aguarda instruções da Secretaria do Estado da Saúde sobre nova campanha de vacinação na cidade. A população também está sendo convocada a informar locais em que presenciarem macacos mortos.
 
Diante da escalada do número de casos da doença no país, Piracicaba vacinou 15.449 pessoas contra a febre amarela de primeiro de janeiro até 14 de fevereiro, número 113,8% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.
 
A notícia é muito preocupante, não resta dúvida. Tanto é que a Vigilância Epidemiológica vai tentar identificar o possível local onde ocorreu a transmissão da doença, a busca ativa de mais casos e vacinação nas áreas de possíveis locais de infecção.
 
O assunto gera repercussão porque Piracicaba é uma cidade arborizada, cortada pelos rios Piracicaba e Corumbataí, com área rural extensa. Os moradores do Nova Piracicaba — que é praticamente Centro — disseram recentemente, por exemplo, que convivem com saguis. É um vasto território a ser explorado. A pasta terá bastante trabalho daqui para frente para bloquear a transmissão da doença e evitar que novas mortes sejam evitadas. (Claudete Campos)
 
Não é motivo para alarde, diz a pasta, mas é motivo sim de preocupação. A população já foi convocada a colaborar, mas também deve ser informada sobre todos os passos a ser dados daqui para frente para tentar descobrir onde o morador foi infectado e quais as medidas serão tomadas para eliminar o mosquito transmissor. Deve agir o quanto antes, para o bem da população.