Acerto de contas pode ter motivado homicídio de funileiro

O funileiro Isaquiel Nunes Machado, 57, foi assassinado com um tiro no peito, na frente de sua residência, no bairro Itamaracá, na noite de anteontem. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de acerto de contas, pois a vítima teria sido chamada pelo nome pelo criminoso antes de ser atingida. O caso está sendo conduzido pelo Setor de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), mas, por enquanto, a polícia não tem pistas sobre a identidade do atirador.
 
O crime aconteceu às 18h50 na casa da vítima, na Rua Luigi Camolesi, onde também funciona a funilaria de sua propriedade. As primeiras apurações da polícia dão conta que dois homens pararam em uma motocicleta e chamaram a vítima pelo nome.
 
Mesmo ferido, o funileiro correu para o interior do imóvel, mas caiu a aproximadamente cinco metros do portão e morreu. Um vizinho entrou em contato com a Polícia Militar informando sobre disparo de arma de fogo. Somente no momento em que os policiais chegaram no local informado, encontraram o homem caído.
 
Uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) chegou a ser acionada, mas quando chegaram na casa constataram que a vítima já estava morta.
 
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima tinha no bolso duas porções de uma substância esbranquiçada, que, após realizado o teste pelo perito criminal, ficou evidenciado ser cocaína. Próximo ao corpo do funileiro, os policiais encontraram um líquido que escorria pelo chão e comprovaram que o assassino atingiu uma lata de “thinner”, cujo projétil parcialmente deformado foi apreendido.
 
O corpo da vítima foi encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal) onde fui submetido a exame necroscópico para confirmar a causa da morte e somente depois foi liberado aos responsáveis para providenciarem o sepultamento. O laudo deve ficar pronto no período de 30 dias. O funileiro tinha dois filhos, era era viúvo e morava sozinho. 
 
Quem tiver alguma informação sobre a identidade dos criminosos pode fazer denúncias anônimas através do telefone 181. A ligação é gratuita.