Acidentes com peçonhentos tem 367 casos a menos

O número de acidentes envolvendo pessoas e animais peçonhentos como abelha, aranha, escorpião e serpentes – foi menor em 2017 se comparado com 2016. Conforme levantamento divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde, ano passado foram registrados 1.703 casos ante os 2.070 de 2016, ou seja, 367 ocorrências a menos. O alerta da pasta é para ter cuidado com escorpiões, que são mais comuns em área urbana.
 
De acordo com a bióloga do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), Regina Lex Engel, o escorpião é o responsável pela maior parte dos acidentes que envolvem animais peçonhentos. “Ele sempre lidera os indicadores de acidentes com humanos pois ele se adaptou ao ambiente da cidade, diferente dos outros animais. No ambiente selvagem, os escorpiões ficam em regiões com muita umidade, próximos a rios e a muito mato, ambiente similar ao que ele se adaptou em área urbana, que é a rede de esgoto, por isso, a orientação é sempre fechar ralos e qualquer tipo de fresta por onde estes animais possam aparecer”, orientou Regina.
 
Apesar de ainda não ter os dados segmentados sobre os acidentes registrados em 2017, a pasta informou que, em 2016, dos principais peçonhentos encontrados na área urbana, 1.161 acidentes envolveram escorpião (amarelo ou marrom), 107 aranhas e 17 serpentes. “Estes números mostram que é necessário maior atenção ao escorpião. Caso alguém seja picado, deve ir imediatamente para um pronto socorro ou unidade de pronto atendimento para receber acompanhamento médico. O veneno do escorpião dificilmente é letal, porém, ele pode ser potencializado caso o animal tenha entrado em contato com crianças até seis anos, idosos, ou pessoas com imunidade baixa ou problemas respiratórios ou cardíacos”, disse Regina. Ano passado ocorreu uma morte por picada de escorpião no bairro Algodoal.
 
 
OUTROS ANIMAIS – No caso das aranhas, a bióloga destaca que os óbitos “também são raros, mas podem acontecer”. Em Piracicaba são comuns os acidentes com a aranha armadeira, encontrada em jardins, troncos de árvores e folhas. “Ela é agressiva, diferente das demais que não dão o bote. As outras espécies que podem causar acidentes são a aranha marrom, a de grama, a caranguejeira e a viúva negra, sendo esta última bem raro o contato”, informou a bióloga.
 
Caso alguém encontre algum animal peçonhento em casa, a orientação é ligar para o SIP (Serviço de Informações à População) 156 da prefeitura para que a equipe do CCZ recolha o animal e dê as orientações às famílias.