Acidentes de trânsito com mortes aumentam 45,23%

Após cinco anos consecutivos em queda, o número de mortes no trânsito de Piracicaba voltou a preocupar com crescimento de 45,23% em 2017, na comparação com o ano anterior. O indicador foi divulgado ontem pelo Infosiga (Movimento Paulista de Segurança no Trânsito) e apontou 61 mortes no ano passado ante 42 em 2016. Nos anos comparados, as principais vítimas foram jovens com idade entre 18 e 24 anos.
 
Neste dois anos, segundo o levantamento, a maior parte dos acidentes de trânsito com morte aconteceu dentro da cidade com indicadores acima de 40% do total. Jorge Akira, secretário da Semuttran (Trânsito e Transportes), explicou que 2017 foi um ano atípico. “Nós temos monitorado frequentemente a malha viária urbana e desde 2012 o número de mortes vinham caindo na cidade e dentro do município e o ano passado foi diferente, porém, nos locais onde houve os óbitos pode se analisar que não havia falta de sinalização, visibilidade e a qualidade da calçada e asfalto eram boas, ou seja, as mortes foram causadas devido à imprudência dos pedestres e motoristas”, afirmou.
 
Conforme consta nos dados do Infosiga, em 2017, 74% das pessoas que morreram no trânsito eram homens e 26% mulheres. Os óbitos aconteceram em sua maior parte aos sábados, quarta-feira e domingo e, do total de mortes, 19 foram motociclistas, 17 pedestres, 16 motoristas de automóvel, três ciclistas, um em ônibus e cinco não tiveram classificação disponível. Dos 61 acidentes, 30 deles foram à noite (18h às 24 horas), 13 à tarde (12h às18h), dez de manhã (6h às 12h), cinco de madrugada (0h às 6h) e três não foram especificados. Além disso, 50,82% das vítimas morreram no hospital, 42,62 na via (local do acidente) e 6,56% em outros locais.
 
De acordo com a primeiro tenente da PM Rodoviária e responsável pela base operacional de Piracicaba, Larissa Fernanda Marcucci Sanches, o policiamento rodoviário tem como foco principal agir para evitar a ocorrência de acidentes por meio de fiscalização. “No caso dos pedestres fazemos o cadastro e orientação sobre os riscos de andar pelas rodovias bem como reforçamos a importância do uso das passarelas. No caso de motociclistas, intensificamos as operações Cavalo de Aço, porém, 97% dos acidentes se devem a imprudência do condutor do veículo, por isso pedimos constantemente aos motoristas que colaborem, não ingiram álcool antes de dirigir, não façam ultrapassagem nem conversões perigosas e usem sempre o cinto ou os equipamentos de segurança”, disse.