Acipi e CDL confirmam otimismo e crescimento nas vendas de Natal

Segundo presidentes das duas entidades, a expectativa de melhora no comércio foi atingida com sucesso. (Foto: Amanda Vieira/JP)

Com expediente após o meio dia de ontem, lojistas avaliaram que a expectativa para as vendas de Natal foram atendidas. E o branco já toma conta das vitrines para atender a demanda para o ano-novo.

De acordo com a Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), a média de crescimento para essa época era de até 7%. Para a CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas), a perspectiva era de até 9,6%, comparado ao ano passado. “Hoje (ontem) à tarde começamos a fazer o levantamento, mas acho que a expectativa que tínhamos foi atingida”, conta Luiz Carlos Furtuoso, presidente da Acipi. Para ele, o comércio fora da área central da cidade contribuiu para o aumento das vendas. “Hoje o volume de negócios fora da área central é igual ou até maior que a área central, com hipermercados e (lojas) na Paulista, Vila Sônia, Santa Terezinha, Dois Córregos, entre outros”, avalia.

A CDL começa a calcular as vendas de Natal, por meio de uma enquete com os comerciantes, a partir de segunda-feira (30). “Antecipadamente, foi muito bom, dá para dizer que nós atingimos o objetivo”, conta o presidente da associação, Reinaldo Pousa.

No comércio, gerentes de lojas de móveis, eletrodomésticos e tecnologia apontam que a área que mais despontou neste ano foi a de tecnologia, com a venda de celulares. “Temos várias categorias, a que teve mais crescimento foi de celular. Agora, os outros setores só tiveram queda”, avalia Sérgio do Carmo Jesus Damião, 36, gerente de vendas.

Com a meta de crescimento de 15% já atendida, para Alessandro Correia de Barros, 38, também gerente de vendas, a venda de Natal “foi excelente”.

Enquanto isso, Damião conta que a meta de crescimento desde mês ainda não fechou em sua loja, mas segue otimista até o ano-novo. Ele atribui as menores vendas de dezembro à crise econômica no país. “A economia está bem baixa devido esse aumento geral de combustível, pedágio, alimentação. Acho que isso impactou um pouco”, avalia.

Daqui até o começo do ano, o que ajudará o comércio, que segundo Pousa, é mais calmo, são as trocas de presentes e, após o réveillon, as promoções. “Janeiro já é um mês bom por conta das promoções para atrair os consumidores para queimar o estoque. (Mas), por causa do feriado, ainda há um bom pique de vendas já que, durante a troca, a pessoa acaba comprando também”, avalia o presidente da CDL.

E esse foi o caso da veterinária Pâmela Alves, 32, que precisou trocar o presente do marido. “Tinha que gastar um pouquinho também e resolvi trocar e comprar”, conta.

A gerente Lucinete Leal, 39, aproveita o que chama de ‘dia internacional da troca’, 26 de dezembro, para preparar a equipe com objetivo de fidelizar novos clientes. “(O cliente) chega achando que está incomodando, mas não é verdade. A gente fica feliz que ele venha e tentamos resolver esse problema, assim ele sente-se bem atendido”, conta.

Depois de atingir a meta do Natal, que ficou na margem dos 15%, assim como 2018, agora Lucinete tem o objetivo de aumentar as vendas em, pelo menos, 5% até o ano-novo, comparado ao ano passado.

Andressa Mota

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