Adinorte notifica e cobra plano de ação de empresas sobre despejo

Adinorte alerta sobre a dificuldade na fiscalização (Foto: Claudinho Coradini/JP)

O presidente da Adinorte (Associação das Empresas do Distrito Industrial Uninorte) em Piracicaba, Erich Gomes, disse ontem que empresários instalados no complexo são notificados e cobrados de um plano de ação, quando constatado obdespejo irregular na ETE (Estação de Tratamento de Estoto) existente no distrito para captação de efluentes orgânicos.

Ele admitiu a possibilidade de haver despejo de esgoto industrial ou químico, mas não em quantidades como as denunciadas pelo vereador e servidor do Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) ao Ministério Público.

Segundo Erich, desde 2016, a Adinorte tenta passar a responsabilidade da ETE para o Semae. Ele destacou que a entidade não tem como fiscalizar ou punir os empresários que por ventura despejam resíduos industriais, que descompensam o funcionamento da estação.

O empresário disse que a associação tem feito o papel dela e, para isso, conta com a Cetesb (Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo) e o Semae. Ele contou que a Adinorte foi atuada em R$ 120 mil pela Cetesb por conta de despejo irregular. “Meu trabalho tem sido esse, tentar conscientizar os empresários e recorrer das multas da Cetesb”, afirmou.

Gomes disse que aguarda a outorga do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) para fazer a transposição do esgoto produzido no distrito industrial para uma adutora que levará os efluentes até a ETE Capim Fino. “A Cetesb emitiu a liberação há um mês agora falta do Daee”, afirmou. Segundo ele a obra vai custar R$ 250 mil aos cofres da associação, mais que o dobro da multa aplicada pela companhia.

O empresário disse que tem consciência de que o distrito não pode cometer crime ambiental, o que ele condena, porém, afirmou que desde 2015 os empresários têm atravessado a crise que atinge todo o país. No distrito são cerca de 70 empresas instaladas e em atividade. Segundo ele, cada unidade deveria ter sua estação própria para tratamento dos resíduos gerados, mas admitiu que não é essa a realidade. “Existem empresário e empresário a grande maioria não tem estação”, falou.

A Adinorte tem feito o trabalho dela, solicitamos laudos que custam R$ 700 junto à empresa credenciada na Cetesb apontando um plano de ação para essas empresas que fazem o despejo incorreto”, explicou. “O asfalto aqui tem 20 centímetros de espessura e foi feito pela Adinorte, a segurança também é por conta da associação”, exemplificou.

Beto Silva