Adolescente fã da PM visita corporação

O adolescente Felipe Tsuyoshi, 15, teve um dia diferente. Ele visitou o 10º BPMI (Batalhão de Polícia Militar do Interior), quinta-feira, após convencer a mãe, pois teve alta médica há menos de uma semana. O garoto ficou internado por quase dois meses e se recuperou de um surto.
 
Mesmo sem ficar em pé por muito tempo, ele quis encontrar com os novos amigos. Enquanto esteve internado, recebeu a visita da cabo Sueli Tavares e do soldado Pedroso, da Polícia Militar. Naquela ocasião, a primeira atitude dele ao ver os policiais abrirem a porta foi fazer continência e dizer: “um dia seria coronel deles”.
 
A mãe do garoto, a assessora de imprensa Adriana Regina Drika Maktub, disse que o filho ficou encantado com as policiais femininas, pois, ao final da visita, estava chamando-as de “tias”.“Ele amou ver as viaturas de grande porte e pediu para tirar as fotos. Ele ama muito a corporação”, disse Adriana.
 
Segundo ela, o filho nasceu com uma síndrome rara, conhecida como “citomegalo” que causa febre alta, refluxo, retardo mental e cegueira. “Minha luta tem sido constante, vivo um dia de cada vez, mas ainda preciso de muita ajuda, pois moramos só nós e o tempo dele ficamos juntos”, comentou a mãe. 
 
Adriana disse ainda que, após a visita aos policiais, o filho ficou muito cansado. “Ele ficou tão ansioso em conhecer a sede da Polícia Militar, que quando chegou em casa, ele simplesmente desmaiou, de tanto sono”, relatou a mãe. 
 
Há dois meses, Adriana entrou em contato com o Copom (Centro de Operações da Polícia) do CPI- 9 (Comando de Policiamento do Interior). “Assim que recebemos o contato da mãe, repassamos o pedido especial que foi atendido com toda a dedicação pela Polícia Militar”, comentou o chefe do Copom, tenente Frederico Augusto Marques de Faria.
 
Na ocasião, a cabo Tavares disse que assim que abriu a porta do quarto foi recebida com um grande abraço. “Trabalho há alguns anos com crianças e adolescentes. Sabemos da importância da aproximação da polícia com eles. No caso do Felipe foi diferente e para nós também serviu como mais uma grande lição de vida”, disse a cabo.
 
 
TRATAMENTO— Adriana disse que a situação do filho não é simples, pois ele não pode ficar sozinho. Ela pretende fazer uma ONG para unir-se com as mães que sofrem com o mesmo problema. Quem quiser saber um pouco mais sobre a luta do garoto pode adicioná -lo no Instagram @amigosdofelipetsuyoshi.