Aglomerado Urbano debate plano de manejo da fauna silvestre

Levantamento aponta que entre 2013 e 2017, 9.940 animais silvestres foram apreendidos (Foto: Claudinho Coradini/JP) Levantamento aponta que entre 2013 e 2017, 9.940 animais silvestres foram apreendidos (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Um levantamento da Secretaria do Meio Ambiente de Santa Bárbara D’Oeste, apresentado na última quarta-feira (13), em Santa Gertrudes, enumera 9.940 animais silvestres apreendidos entre 2013 e 2017. Os dados são referentes às áreas de atuação do Gaema, grupo de atuação especial do Ministério Público, em Campinas e Piracicaba, o que envolve 44 cidades.

Os números retratam um problema cada vez mais comum: a destruição ambiental atraindo animais silvestres para o perímetro urbano.

Embora Santa Bárbara D’Oeste não integre o AUP (Aglomerado Urbano de Piracicaba), o biólogo da secretaria da cidade, Fábio Diniz, explicou que o estudo foi motivado pela abertura de inquérito do Gaema sobre acidentes com animais silvestres na região e, a convite do GT (Grupo Técnico) de Meio Ambiente da AUP, ele apresentou o material com o objetivo de direcionar o planejamento de ações.

O tema também tem sido discutido com representantes da Sedema (Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente), de Piracicaba, que, na oportunidade, participou com quatro servidores do corpo técnico.

“O GT tem como principal objetivo tentar sanar o problema em si, que é a fauna silvestre cada vez mais adentrando no ambiente urbano, e a estrutura dos municípios para atender a essa demanda”, disse.

A coordenadora do GT de Meio Ambiente da AUP, Ednea Parada, destacou a necessidade do trabalho em conjunto. “Vamos trabalhar na busca de um plano regional, onde as duas regiões se fortaleçam, tanto o Aglomerado Urbano de Piracicaba quanto a Região Metropolitana de Campinas”, disse.

A estrutura envolve levantamento da fauna, sistema de informação, instalação dos chamados Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) e dos Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres), capacitação das equipes e a busca por fontes de custeio.

Da Redação