Agosto tem saldo positivo de 313 empregos na cidade

emprego Comércio foi o campeão na geração de empregos. (Foto: Arquivo/JP)

Piracicaba fechou o mês de agosto com saldo positivo de 313 empregos (3.779 admissões ante 3.466 demissões), praticamente um terço do saldo positivo acumulado nos primeiros oito meses de 2018, que é de 1.069 empregos (29.459 contratações contra 28.390 dispensas). Os números foram divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego por meio do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Chamou a atenção do economista e professor universitário Francisco Crócomo o fato de o comércio ter sido o setor campeão em geração de empregos no mês com saldo positivo de 143 vagas criadas (1.053 contratações contra 910 dispensas).

No acumulado dos oito meses do ano, o Comércio é o setor que apresenta maior número de baixas, com saldo negativo de 1.128 emprego (7.697 admissões ante 8.825 demissões). O presidente em exercício da Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), Marcelo Cançado, acha precoce falar em recuperação e diz que “a abertura de novos negócios (em agosto), especialmente no ramo de alimentação” pode ter impulsionado a criação de empregos.

O segundo setor que mais gerou empregos em agosto foi o da indústria de transformação, com saldo positivo de 133 empregos (944 admissões e 811 demissões). “Trata-se de uma recuperação lenta para um setor que chegou a apresentar saldo positivo de 1.000 empregos em um mês. De qualquer forma, representa um um sinal importante, porque a indústria de transformação é o que puxa a economia, é onde estão os empregos que remuneram melhor e é o que impulsiona os setores de comércio e serviços”, disse Crócomo.

O economista afirma que os números podem refletir também que foram cessados os efeitos das demissões da indústria Mondelez, que encerrou as atividades em Piracicaba no primeiro semestre deste ano. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Piracicaba, 750 trabalhadores foram demitidos. Crócomo disse que as exportações podem explicar o saldo positivo de empregos na indústria, mesmo em um momento ruim da economia nacional.

Cançado disse que “os números nos motivam a seguir otimistas em relação à retomada no desenvolvimento econômico, pois a recolocação de profissionais no mercado de trabalho aumenta o poder de consumo e, consequentemente, movimenta a economia”.

(Rodrigo Guadagnim)