Água empoçada em buraco completa ‘maioridade’

Faz pelo menos 18 anos que uma poça de água parada com odor fétido de esgoto e com acúmulo de terra se concentram bem na curva da rotatória na avenida Cássio Paschoal Padovani, no Jardim Potiguar. Segundo a aposentada Kátia Regina Floriano, 61, desde quando se mudou para o bairro a situação é a mesma: pedestres não conseguem transpor a calçada que margeia a poça e motoristas têm que desviar do trecho. Moradores suspeitam até mesmo que possa ser criadouro do mosquito da dengue. Outro problema apontado pelo líder comunitário e aposentado Silvestre Dilio, 63, é um trecho de 200 metros sem asfalto que afundou com as chuvas e que dificulta a passagem de pedestres e motoristas.
 
Kátia disse ter formalizado uma reclamação sobre a poça no SIP (Serviço de Informação à População) — telefone 156 — da prefeitura. A poça fica bem próxima de um restaurante frequentado por ela. Além do mau cheiro de esgoto, a poça atrai mosquitos. Na época de chuva, a poça parece uma “piscina”, comparou. Os dois trechos da avenida são muito movimentados por motoristas que se dirigem para os distritos industriais, para a faculdade e para Rio das Pedras.
 
Segundo Dilio, o trecho com água empoçada e terra fica na via pública. “A água é parada, suja, cheia de bichos. As pessoas não transitam pela calçada”, reclamou o líder comunitário. “Quando chove, alaga tudo; vira um rio”, afirmou Dilio.
 
 
BURACO — Outro problema que tem tirado o sossego do aposentado é um trecho de até 200 metros que não recebeu capa asfáltica na travessa Amazonas, no bairro Higienópolis. Essa via desemboca na avenida 31 de março. Dilio reivindica o asfaltamento do trecho faz três anos. Moradores jogam entulhos para tapar o buraco, mas a água das chuvas arrasta o material para a parte baixa. Desconhecidos se aproveitam para jogar entulhos e lixo. Para piorar a situação, a rede de esgoto sempre estoura. Todos esses ingredientes contribuem para afundar a via de terra.
 
Na denúncia feita ao SIP, Kátia foi informada que não cabia ao Centro de Controle de Zoonoses a solução do problema e que deveria encaminhar a solicitação ao Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto). Dilio vai encaminhar ofício à autarquia pedindo providências. Procurada, a prefeitura não se manifestou sobre os dois problemas até o fechamento desta edição.