Alerta para raiva

Toda a vez que é anunciada alguma morte por qualquer doença, nem que seja em animais, a população fica em polvorosa. E não será diferente agora. É que a Secretaria Estadual da Agricultura apurou que um cavalo morreu contaminado com raiva herbívora na região da Ceasa, em Piracicaba. A morte de outro cavalo está sob investigação. Os dois animais era do mesmo produtor. As mortes ocorreram na região da Glebas Taquaral.
 
O assunto gerou tanta preocupação que equipes da Coordenadoria de Defesa Agropecuária da Secretaria Estadual de Agricultura estão na cidade para fazer o controle dos morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue), que são os transmissores da raiva dos herbívoros. Os animais não foram vacinados contra a raiva e o produtor que os comprou não sabia desse detalhe.
 
O sinal de alerta foi aceso. Os técnicos da secretaria estadual emitiram alertas para os produtores vacinarem seus animais e fazem o controle da população de morcegos transmissores da doença. Os técnicos estão fazendo uma verdadeira caçada aos morcegos em tubulação de rodovia, casa abandonada, gruta. Reportagem de André Rossi mostra que existem cerca de 130 abrigos cadastrados. Neste caso, não há o que fazer: os morcegos são capturados e até mesmo mortos para fazer esse controle.
 
O primeiro caso positivo para morcego com raiva do ano em Piracicaba foi registrado no dia 19 de fevereiro, após equipe da CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) capturar um animal, ainda vivo, em um edifício no Centro da cidade, à rua Regente Feijó. Na ocasião, o CCZ informou que 54 morcegos foram enviados para análise no laboratório do CCZ de São Paulo. “Em 2017, foram recolhidos 447 animais, com 8 casos confirmados da doença”, informou.
 
A presença desses profissionais do Estado é de suma importância para evitar que haja transmissão de raiva para humanos. Além da orientação aos produtores, os profissionais têm apelado à população para evitar entrar em contato com morcegos e sempre acionar o Centro de Controle de Zoonoses, quando avistar esses mamíferos. Todo cuidado é pouco nesta hora. A população deve se unir para bloquear a contaminação. (Claudete Campos)