Aliada da segurança

Quando a Polícia Militar anunciou a centralização do Copom (Centro de Operações) em Piracicaba, autoridades de várias cidades da região criticaram a mudança da sistemática de ligações ao 190. A alegação era que os policiais não conheceriam a realidade dos municípios vizinhos, o que poderia atrasar o atendimento das ocorrências. Agora que a poeira baixou, o sistema, aparentemente, funciona normalmente. Havia queixas sobre a possível demora no atendimento das ocorrências com a centralização, mas a padronização do atendimento agilizou o registro da queixa, segundo a Polícia Militar. O índice de atendimento das ocorrências é de 94%, segundo a PM. 
 
Reportagem publicada nesta edição pela jornalista Cristiani Azanha demonstrou que as denúncias relacionadas a barulho e desentendimentos lideraram as estatísticas, com 32% dos chamados registrados pelo telefone 190. O levantamento ainda aponta que 12% foram de denúncias sobre tráfico de drogas e contra a integridade física, 15% de averiguação de atitude suspeita, 15% de ocorrências de trânsito e 7% de integridade física. 
 
Ao analisar friamente os números, observa-se como os ruídos incomodam as pessoas. Aliás, esse tipo de ocorrência nem deveria liderar as estatísticas, se as pessoas respeitassem o próximo. Ou registrassem a ocorrência direto pelo site da Polícia Militar. No caso dos desentendimentos, as denúncias devem sim ser feitas, pois a comunicação rápida pode até mesmo salvar vidas, quando as discussões evoluem para tentativas ou até mesmo homicídios. Aliás, estava é a fala do chefe de Operações do Copom, tenente Frederico Augusto de Faria. A intenção é salvar vidas.
 
Qual é a lição que se tira de tudo isso? Que a população ordeira realmente participa quando é chamada. E que os sistemas de comunicação precisam ser eficientes para facilitar o acesso e agilizar o envio das viaturas. E essa eficiência dá credibilidade ao sistema. É necessário que a população denuncie cada vez mais ao presenciar crimes, pois a violência está disseminada na sociedade e os bandidos estão cada vez mais usando subterfúgios e estratagemas para burlar a lei. E o crime não tem fronteiras. Até por isso, as ligações devem ser feitas com responsabilidade, para evitar os chamados trotes, que representam apenas perda de tempo do policial e minutos preciosos contra o tempo para salvar uma vida. (Claudete Campos)