Alimentação pet: especialista destaca tendências e opções mais saudáveis

cachorro Cada animaltem necessidades diferentes na hora de se alimentar. Foto: Freepik.

Como você alimenta o seu pet? Com ração tradicional, vegetariana, vegana ou dietas específicas? O aumento na diversidade de produtos para o consumo de animais de estimação é cada vez mais significativo e resulta em uma mudança de comportamento dos tutores, que devem decidir o que é melhor para o seu pet. A veterinária, especialista em comportamento animal, Carolina Rocha colabora com essa análise e destaca que cada animal tem necessidades diferentes na hora de se alimentar, e o mais importante é ‘que a alimentação seja balanceada e consiga nutrir o animal de acordo com suas particularidades‘.

Abaixo, a veterinária lista algumas das rações mais utilizadas e descreve suas características:

RAÇÃO VEGETARIANA (OU VEGANA)
Há uma abertura de mercado para essas opções, por conta do aumento no número de pessoas vegetarianas e veganas, que na maioria das vezes, tendem a oferecer ao animal uma ração que tenha mais a ver com o estilo de vida desses tutores. Para a especialista, é fundamental que essa composição seja balanceada, de acordo com o porte, a saúde, a raça e o comportamento do animal. Um veterinário da área de nutrição animal deve acompanhar.

ALIMENTAÇÃO COM BASE EM CARNES
Elas podem ser dadas aos pets com certeza, mas Carolina reforça que a grande questão sobre a ingestão deste alimento cru, está no tratamento pelo qual ele passa. A presença de microorganismos em carnes mal manipuladas e conservadas, pode ocasionar problemas intestinais para o bichinho. A veterinária diz que congelar a carne antes de oferecê-la pode combater as bactérias. ‘Não é só porque a carne é crua, que ela traz riscos, isso depende do tratamento para eliminação de microorganismos ao qual foi submetida‘, completa.

DIETA LOW CARB
Esse tipo de alimentação não é recomendada para todas as raças de cães. A ingestão dessa dieta vai depender da fase de vida em que o animal está e da necessidade nutritiva dele. Carolina reitera que ‘ele pode precisar de uma carga de carboidratos maior e além disso, vai depender da rotina. Se é um cão muito esportista ou ativo, talvez precise dessa maior quantidade de energia de fácil utilização, que é atingida pelo consumo do carboidrato‘. A veterinária diz que os cães e gatos carecem de alguns aminoácidos que só estão presentes em proteínas animais, portanto, dietas que tenham como base, grão de bico, soja ou algas marinhas não são suficientes para suprir a necessidade do animal.

RAÇÃO TRADICIONAL
Ainda é a mais consumida e uma ótima forma de alimentar o pet, se feita com opções de qualidade. Segundo Carolina, uma das preocupações que a fez perder espaço nos últimos anos, foi por conta dos transgênicos e do aumento no número de câncer em animais, mas a veterinária afirma que isso não pôde ser comprovado em estudos e pesquisas, portanto, a ração tradicional de boa qualidade permanece como alimentação adequada.

Classificação de rações tradicionais:

1. Ração econômica: são produtos de baixa qualidade nutricional, mas muito vendidos por conta do preço, geralmente seus componentes têm origem vegetal e não animal. A proteína nesse caso, vem da soja e Carolina afirma que não é tão bom para o pet.

2. Ração standard: tem um preço também acessível, mas é um pouco mais cara que a anterior. Carrega uma pequena quantidade de componentes de origem animal, entretanto, na maioria das vezes, são subprodutos como a farinha de carne e a gordura animal, proteínas que não vem das melhores partes da carne, ressalta Carolina.

3. Ração premium: o valor desta opção é mais elevado, mas o custo benefício é melhor, pois tem componentes de origem animal, é mais digerível e o pet não perde tantos nutrientes.

4. Ração super premium: são as melhores do mercado e consequentemente, mais caras, pois usam carnes bovina, ovina e suína. Tem um valor proteico mais adequado porque ao invés de usar subprodutos (farinha de carne e gordura), ela é feita com a própria carne. De acordo com a veterinária, a digestão é muito boa e o bichinho em geral, come menos e produz menos fezes. Dentro dessa categoria, há rações terapêuticas para algumas doenças, como problemas renais ou crônicos, para idosos, animais castrados, opções light ou para raças específicas, por exemplo.

( Da Redação)