Alunos do Centro de Reabilitação visitam a Miguel Imóveis

empresário Empresário transmitiu mensagens de otimismo. ( Foto: Claudinho Coradini/JP)

O empresário José Manoel Miguel, da Miguel Imóveis, recebeu ontem um grupo de sete pessoas do CRP (Centro de Reabilitação de Piracicaba) e os conduziu para uma visita, por meio da qual apresentou as novas instalações da empresa, um prédio moderno e funcional, com 1,8 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 1,2 mil metros quadrados, localizado no início da avenida Independência, no Centro. No final, a Miguel Imóveis ofereceu lanche, refrigerante, bolo e café a todos os visitantes, cujas idades variam entre 18 e 30 anos. Eles buscam colocação no mercado de trabalho. O CRP atua há mais de 50 anos na cidade e é referência no atendimento de crianças com deficiência física, intelectual e múltipla na região.

Miguel contou que a ideia da visita partiu da mãe de um dos garotos, funcionária da empresa. “Aceitamos na hora e para nós foi muito gostoso. Veja: eles chegaram tímidos e agora estão todos soltos, porque procuramos deixá-los à vontade”, disse, enquanto observava os visitantes à mesa no espaço gourmet, no final do tour. Durante o percurso, Miguel procurou transmitir aos alunos do CRP uma mensagem otimista, com base na trajetória bem-sucedida dele, que chegou ao Brasil com 4 anos, vindo de Portugal junto com a família. Começou a trabalhar na mercearia do pai aos 7 anos. Formou-se em biomedicina e trabalhou com estagiário em um laboratório por dois anos. Nos finais de semana, trabalhava como corretor de imóveis. “Quando entrei na faculdade, minha ideia era montar um laboratório, mas acabei gostando mais de trabalhar como corretor de imóveis e, assim que me formei, em 1980, abri a Miguel Imóveis”, contou ele. O empresário deixou um conselho: “se tiver força de vontade e não medir esforços, consegue chegar”.

A consultora do projeto Emprego Apoiado do CRP, Paula Perin, explicou que os visitantes integram o GIP (Grupo de Iniciação Profissional), no qual recebem treinamento duas vezes por semana, durante quatro meses, visando a capacitação ao mercado de trabalho. As visitas, explicou ela, têm o objetivo de auxiliar os alunos a despertarem para os mais diferentes tipos de trabalho. Um dos visitantes, William Quinalia, 28, considerou a visita “muito boa”. “Ajudou bastante a mim e aos meus amigos. Eu gostaria de trabalhar como telefonista, foi a profissão com a qual eu mais me identifiquei”.

(Rodrigo Guadagnim)