Alunos esperam 5h por atendimento na Unimep

A crise na Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) parece não ter dia nem hora para terminar. Após um final de ano conturbado com demissões de professores e funcionários e muitos pontos de interrogação, agora são os alunos que têm sofrido com a falta de gestão da reitoria da universidade. Estudantes estão há quase uma semana com problemas para resolver situações simples pela internet e ainda chegam a esperar até cinco horas em uma fila para conseguir uma segunda via de boleto ou até uma certidão de matrícula.
 
O aluno do 4º semestre do curso de Fotografia, Sidney Luis Brock Pinheiro Júnior, contou ao JP que na noite de quarta-feira, 30, ficou mais de cinco horas para conseguir seu certificado de matrícula na universidade. “Tinha cinco mesas para atender muitos alunos, na hora que eu cheguei estava com a senha 792 e estavam atendendo o número 702. Além disso, se você chegasse cedo e pegasse uma senha e não ficasse na secretaria até o horário de funcionamento, você não seria atendido. Eles falaram que, quem estivesse dentro da secretaria, com senha, seria atendido, por isso o espaço ficou aglomerado”, afirmou.
 
Já para a aluna do 7º semestre de Jornalismo, Isabela Sabéllico, o primeiro problema veio desde o início de janeiro, quando não recebeu o boleto pelo correio. “Por várias vezes tive que ir até a secretaria fazer o pedido e demoraram muito para emitirem o boleto”, disse. Segundo ela, depois deste problema resolvido, outro surgiu, quando ficou sabendo que pagaria a mensalidade de janeiro de forma integral. “Faço parte de um programa de crédito estudantil e não fui avisada pela universidade que teria que pagar a mensalidade integral. Depois de muito pedir informações, descobri que a minha participação foi aprovada somente para os outros cinco meses. É um descaso”, reclamou.
 
 
PROFESSORES – De acordo com o Sinpro Campinas (Sindicato dos Professores), que representam os docentes da Unimep, cerca de 60 professores foram demitidos, motivo pelo qual já foram ajuizados três processos no MPT (Ministério Público do Trabalho) contra a universidade, pedindo clareza nos atos da Rede Metodista, pagamento das verbas rescisórias e também a reintegração dos professores as suas respectivas funções.
 
Através de e-mail e contato com a assessoria de imprensa, a reportagem do JP questionou a Rede Metodista sobre os problemas enfrentados por alunos e docentes, no entanto, até o fechamento desta edição, nenhum posicionamento oficial sobre o assunto foi encaminhado.