Animais auxiliam no tratamento de crianças e idosos

Animais levam carinho e companhia a hospitais e entidades de Piracicaba. (Foto: Divulgação Projeto Cãopanheiro)

A chegada de um animal a um ambiente muda completamente o clima do local, que fica mais alegre e cheio de vida. Essa proposta é levada a sério por grupos que praticam a cinoterapia, ou seja, a terapia que utiliza a interação dos humanos com cães e gatos para auxiliar na recuperação e evolução do quadro de enfermos, crianças e idosos.

A cinoterapia surgiu no século 18, na Inglaterra e, de lá para cá, diversos estudos comprovam a sua eficácia. Um exemplo é a análise da Universidade da Pensilvânia, organizada pelos pesquisadores Alan Beck e Aaron Katcher, que reuniu 92 pessoas que passaram por um infarto. Entre elas, 53 conviviam com algum tipo de animal e, nesse grupo, o índice de sobrevivência após o ataque foi de 94%. No grupo restante, que não tinha contato com bichos de estimação, o índice de sobrevivência foi de apenas 71%, prova de que os pets podem fazer toda a diferença na recuperação de pacientes.

Em Piracicaba, os voluntários do Projeto Cãopanheiro têm exatamente esse objetivo. Ricardo Cançado, fundador e coordenador do grupo, conta que o projeto visa levar alegria a quem pode estar passando por momentos difíceis. “Visitamos diversas instituições na cidade ao longo do mês, como o Hospital Fornecedores de Cana e o Lar dos Velhinhos. Com a presença dos nossos cães e por meio deles levamos amor, carinho e muito afeto desses anjos de quatro patas”, declara.

Atuante desde 2015, os organizadores dizem que o move o Cãopanheiro é o amor incondicional. Cerca de duas vezes semanais, os tutores e seus companheiros de quatro patas se organizam, de forma voluntária, para ajudar a quem mais precisa. “A cinoterapia é uma eficiente ferramenta e traz benefícios emocionais e afetivos. A espontaneidade das emoções, a redução da solidão, a diminuição da ansiedade, o relaxamento, a alegria, o reconhecimento de valor e a troca de afeto são algumas das particularidades emocionais decorrentes da convivência com os cães”, afirma texto de apresentação do grupo.

Além de ser benéfica para os humanos, a cinoterapia também faz bem aos cães voluntários, que eliminam o estresse, gastam energia e parecem saber que estão contribuindo para a alegria dos pacientes. “Os cachorros amam fazer a cinoterapia. Percebo na sua conduta dentro de uma visita ou mesmo ao vestirmos a camiseta laranja do Projeto, momento em que eles já ficam endoidecidos, pois sabem que é dia de trabalho”, garante Cançado.

Ficou interessado? Então saiba que o seu pet também pode ser um cão terapeuta. Para isso, ele precisa cumprir alguns requisitos, como ser dócil, totalmente sociável e saber conviver com outros cães. “Qualquer cão pode sim participar, não existe raça e idade para ser um voluntário”, afirma Ricardo. “O mais importante para ser voluntário é, na verdade, o tutor, que precisa se adequar e ter disponibilidade de tempo, pois os compromissos são de, ao menos, duas vezes na semana e um domingo ao mês”.

As inscrições para o voluntariado podem ser feitas por meio da página do Projeto Cãopanheiro no Facebook (www.facebook.com/projetocaopanheiro). É só mandar uma mensagem!

 

Mariana Requena
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