Antonio Carlos Giuliani – Gestão participativa na Fumep

O professor universitário Antonio Carlos Giuliani assumiu nesta semana a diretoria executiva da Fumep (Fundação Municipal de Ensino de Piracicaba). Nascido em Piracicaba no dia 28 d ejulho de 1963, ele é filho do casal Maria Jenny Serinhone Giuliani e Antonio Giuliani e irmão de Ana Cristina Giuliani. O diretor é casado com a bacharel em ciências contábeis Sandra Trombeta Giuliani e pai de Ana Francisca, de 28 anos.

Giuliano é graduado em administração de empresas pela Unimep (Universaodade Metodista de Piracicaba) com especialização na FGV/EASP (FGV EAESP (Escola de Administração de Empresas de São Paulo DA Fundação Getúlio Vargas), pós-doutorado em Marketing, PhD na Universidad de Sevilla / Espanha e na Universidad Popular Autónoma del Estado de Puebla, no / México, professor visitante e conferencista internacional na Universidad Boliviana Católica “San Pablo”, Universidad de Guanajuato – México, Universidad del Azuay – Equador, Universidad Libre Seccional Cali – Colômbia, Universidad Madero – México, Universidad Nacional de La Plata – Argentina, Universidad Sevilla – Espanha, professor de pós-graduação na FGV-IBE Business Education, experiência de 34 anos como docente e coordenador de cursos de pós-graduação mestrado, doutorado e MBAs e autor de 30 livros na área de marketing publicados no Brasil, Argentina, Estados Unidos.

Apesar de um currículo extenso e da vasta experiência, Giuliani tem hábitos simples e entre seus hobies estão cozinhar para a família e o contato com a natureza.

Na segunda-feira (1º) o professor assumiu o cargo de diretor executivo da fundação que – neste ano – completa 50 anos. Ele foi eleito para o cargo pelo Conselho de Curadores da Fundação durante pleito no último dia 18 de março. Giuliani substitui Antonio Carlos Copatto, que ficou três gestões à frente da direção executiva e não se candidatou à reeleição.

Dias depois da posse, Giuliani concedeu esta entrevista ao Persona do Jornal de Piracicaba. Devido à agenda apertada do recém-empossado, a entrevista foi respondida por e-mail.

O senhor assumiu a diretoria executiva da Fumep nesta semana, antes disso, o senhor ocupou outras cargos dentro da instituição?

Quais Não atuava na Fumep atuei como professor de graduação, pós-graduação e coordenador de cursos em outras instituições educacionais.

Em seu discurso de posse o senhor disse que pretende realizar uma gestão participativa dentro da Fumep, como o senhor pretende desenvolver este trabalho?

Elaborar um planejamento de ações conjuntas com os diversos públicos envolvidos. Elaborando diagnósticos com diretores, coordenadores, profissionais dos setores administrativos e financeiro definir ações em conjunto com publico interno e conselho curador.

Quais os principais desafios o senhor destaca na diretoria executiva e como pretende enfrentá-los?

Desafio projetá-la nacional e internacional. Com foco na qualidade de ensino que a FUME apresenta.

O senhor substitui o professor Antonio Carlos Copatto, que ficou à frente da diretoria por dez anos, haverá uma continuidade da gestão anterior, o senhor pretende imprimir sua marca? De que forma?

Continuaremos uma gestão priorizando e evidenciando a qualidade de ensino trabalhado nesses 50 anos de instituição. Todo gestor mesmo dando continuidade a trabalhos anteriores sempre tem uma forma peculiar de fixar sua marca.

Quais projetos o senhor pretende implementar em sua gestão?

Pretendo desenvolver ações para as quatro unidades de ensino da Fumep. Escola de Engenharia/EEP e seu Centro de Pós-Graduação/CPG, Colégio COTIP e Centro de Educação Profissional/CEPP

O senhor pretende investir em recursos humanos e equipamentos para melhoria da formação dos alunos?

Trabalharemos na atualização constante dos recursos tecnológicos e no incentivo da qualificação do corpo docente e funcionários. Implantação de Cursos modalidade EAD (Educação à Distância)

Este ano a Fumep completa 50 anos , haverá uma programação especial de comemorações?

Sim temos uma comissão que elaborou e definiu toda festividade em comemoração ao cinquentenário com atividades durante todo ano.

Quais suas perspectivas com relação ao futuro da Fumep? Que avaliação o senhor faz até este momento?

Como qualquer instituição educacional deverá saber adequar o oferecimento de seus cursos de acordo com as novas realidades de mercado.

O país atravessa uma fase política instável, com um ministro da Educação recém-empossado e que é alvo de várias críticas, o senhor acredita que esse quadro possa interferir na educação de maneira generalizada? Isso lhe preocupa até que ponto?

Entendo ser um momento em que todos devem contribuir para mudanças significativas para as próximas gerações. A educação é peça fundamental para assegurar desenvolvimento.

Quais inovações ou metodologias o senhor pretende introduzir na instituição?

Vejo a necessidade de acompanhamento constante de ações e decisões administrativas e defendeu a estreita relação entre causa e efeito, evitando desta forma apresentar um programa definido e acabado. Eu defendo o trabalho em equipe para planejar, organizar, liderar e acompanhar as ações propostas.

O senhor tem um plano definido de trabalho? Como pretende executá-lo?

Meu plano de trabalho está pautado na continuidade do posicionamento de uma instituição educacional que prima pela qualidade de ensino e, desse modo, garante a formação de recursos humanos capacitados por meio do ensino, da pesquisa, da difusão da cultura e da prestação de serviços à comunidade. Pretendo fomentar o trabalho em equipe, ampliar a relação Fumep/empresas, incentivar a produção científica do corpo docente, apoiar a academia na realização de programas semanas, ciclos de debates com outras instituições e áreas afins, incentivar o posicionamento dos cursos de pós-graduação já existentes e analisar a viabilidade de novos cursos, inclusive à distância; criar revista eletrônica para divulgação da produção acadêmica docente e discente, reforçar o posicionamento da imagem institucional, além de consolidar e estabelecer parcerias internacionais.

Qual a sua ideia de inovação e como pretende trabalhar esse conceito na Fumep?

Vivemos um momento em que o conhecimento deixou de ser o acúmulo de teorias e conceitos para assumir a conotação de capacidade de compreensão dessa nova realidade em que o aprendizado constante e o aprender a aprender, influenciam o processo administrativo a ponto de conceber uma organização aprendente.

Qual sua avaliação sobre o serviço prestado pela Fumep ao longo desse meio século de existência?

Os resultados positivos obtidos pela Fundação são oriundos da definição clara da visão e dos valores institucionais, bem como da qualificação de seu corpo administrativo e acadêmico. É preciso exercer as práticas de gestão necessárias, de acordo com as normas e disposições estatutárias e regimentais da Fundação.

Qual sua opinião a respeito do trabalho do seu antecessor, o professor Antônio Carlos Copatto?

Ele foi um estrategista, mantendo-se à frente de projetos que praticamente triplicaram a área construída da Fumep, que hoje ocupa 42 mil m2, como a construção do bloco administrativo, bloco de laboratórios, centro de convivência, pista de caminhada com academia ao ar livre, ampliação da biblioteca e a reformulação do estacionamento, que promoveram o crescimento ordenado da estrutura física da Fundação. Copatto também liderou as ações que resultaram na implantação de novos cursos, instituição do Centro de Pós-Graduação da EEP, implantação do plano de carreira para os funcionários e investiu na qualificação profissional, projetando o bom nome da instituição.

Beto Silva