Aos 98 anos, Dedini concentra operações em Piracicaba

Segundo a empresa, a medida foi uma forma de reduzir custos, aumentar eficiência e impactar positivamente a economia da microrregião. (Alessandro Maschio)

 

A Dedini Indústrias de Base comemora, hoje (23), 98 anos de fundação com uma nova configuração, concentrando todas as operações e áreas de negócios na cidade de Piracicaba. Segundo a empresa, a medida foi uma forma de reduzir custos, aumentar eficiência e impactar positivamente a economia da microrregião. “A nova configuração projeta um cenário promissor para a economia de Piracicaba, uma vez que vai exigir contratações, gerar emprego e renda”, avaliou o superintendente Administrativo e Financeiro da empresa, Airton Zorzenoni.

De acordo com o executivo, essa projeção começa a ganhar corpo com carta de pedidos crescente – dentro e fora do país –, diferente de 2017 quando teve homologado seu processo de recuperação judicial. “Um dos setores que ganhou reforço com a concentração das operações em Piracicaba foi o de cogeração de energia, um dos carros-chefes da Dedini, responsável pela construção de mais de 1.500 caldeiras desde 1940”, apontou Zorzenoni.

No projeto de retomada da posição de liderança no mercado sucroenergético, a Dedini criou a USD (Usina Sustentável Dedini) preparada para atender o RenovaBio – Política Nacional de Biocombustíveis. Esta usina utiliza a mínima quantidade de matérias-primas e insumos, para obter o máximo de produtos, produzindo um etanol com maior poder de mitigação de gás de efeito estufa do que o produzido em usinas tradicionais, gerando maior quantia de CBIOs, os Créditos de Descarbonização por Biocombustíveis, um ativo financeiro introduzido pelo RenovaBio.

Um outro motor de retomada para a empresa é a RGD (Reposição Garantida Dedini). Criada em 1982 para atender de forma personalizada o mercado sucroenergético, trabalha com o fornecimento de peças e componentes de reposição, serviços de reformas, otimizações, assistência técnica e “upgrade” nos equipamentos instalados, incorporando a eles novas tecnologias. “Na RGD são feitos desde uma arruela de poucas gramas, um eixo montado de 60 toneladas até uma usina completa, chave em mãos”, informou a assessoria da empresa.

De acordo com a Dedini, este ano foi conquistado 60% do atendimento em RGD no Brasil, responde por 8% do mercado mundial no segmento e, projeta, até 2020, atender 12% desse mercado de reposição nos cinco continentes. “Estamos focados no projeto de retomada do crescimento e da posição de liderança no mercado sucroenergético, de consolidarmos nosso papel como a indústria forte que o Brasil precisa”, diz em nota a empresa.

 

HISTÓRIA – Desde a sua fundação, a pequena oficina de consertos e reparos de peças para usinas e engenhos de açúcar, montada em 1920 pelo imigrante italiano Mario Dedini, enfrentou várias fases. Em 1929, apesar da crise, deu um salto para se tornar um complexo mecânico metalúrgico voltado para equipamentos e manutenção das novas usinas.

Líder em tecnologia para o setor, a Dedini é a maior empresa de bens de capital do Brasil, com área de fabricação de mais de 1.000.000 de m². É a única no país preparada para entregar a chamada “Usina chave em mãos”, uma usina completa, que incorpora conceitos de tecnologia de eficiência energética. Fabrica e fornece equipamentos que permitem a produção de 80% do etanol produzido no Brasil e 32% do etanol produzido no mundo.

Atua nos segmentos de açúcar, alimentos, sucos e bebidas, biodiesel, celulose e papel, cervejarias, cogeração de vapor e energia, fertilizantes, hidrogeração, cimento, mineração e metalurgia, óleo, gás e petroquímica, siderurgia e tratamento de efluentes.

(Redação)

Líder em tecnologia para o setor, a Dedini é a maior empresa de bens de capital do Brasil, com área de fabricação de mais de 1.000.000 de m². (Foto: Alessandro Maschio)