Após derrota, XV precisa de feito inédito para ser campeão

Das 20 finais já disputadas, nenhuma equipe que perdeu em casa o jogo de ida conseguiu reverter o placar. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

O XV de Piracicaba perdeu para o São Caetano por 3 a 2 no último sábado (9), no primeiro jogo da final da Copa Paulista 2019. A partida foi disputada no Estádio Barão da Serra Negra, e, para ser bicampeão da competição, o Nhô Quim terá que vencer por, pelo menos, dois gols de diferença em São Caetano do Sul, ou por um gol para levar a partida para os pênaltis. O Alvinegro tentará algo inédito na história da competição, já que outras duas equipes que foram derrotadas em casa no primeiro jogo da final, não conseguiram reverter o placar jogando na casa do adversário na volta.

Na história das finais, as duas equipes que foram derrotadas em casa no primeiro jogo da decisão, foram o Ituano em 1999 e o Linense em 2007. Na primeira edição da Copa Paulista, o Ituano foi derrotado em Itu para o Etti Jundiaí (atual Paulista) por 2 a 1 e o máximo que conseguiu foi um empate fora de casa por 0 a 0. Em 2007, o Linense foi derrotado pelo Juventus pelo placar de 2 a 1 em Lins, e no jogo de volta, em São Paulo, mesmo vencendo por 3 a 2, o título ficou com o Moleque Travesso, já que, na época a equipe com melhor campanha no decorrer da competição ficava com o título caso de empate na somatória das partidas.

Mesmo com a derrota, o técnico Tarcísio Pugliese acredita no título em razão do desempenho do XV na primeira partida. “O jogo foi espetacular, fizemos uma grande partida, talvez o nosso melhor na Copinha. Jogamos muito bem, dominamos a partida durante os 90 minutos. Depois que sofremos o primeiro gol, estivemos abaixo de rendimento durante três minutos, acho que o time sentiu o gol e assim eles fizeram o segundo logo em seguida. Depois disto voltamos a dominar a partida”, disse o treinador.

Outro detalhe que deixou o treinador confiante para o segundo jogo foi a reação dos jogadores após a partida. “Nosso vestiário estava muito bom, com tudo mundo concentrado e ciente de que podemos reverter a situação. Sabemos muito bem o que aconteceu, conversamos bastante no intervalo, passei pra ele aquilo que estava vendo de fora, que estávamos jogando bem e não tinha motivos para entrarmos em desespero”, disse o técnico, exaltando a recuperação da equipe nos 45 minutos finais. “No segundo tempo tínhamos que corrigir alguns detalhes, mas manter a calma. Precisamos da posse de bola na nossa primeira linha e mobilidade na nossa última linha para se infiltrar nas linhas do adversário. Claro que tomar um gol no final do jeito que foi preocupa, é desnecessário falar que isso não pode acontecer, mas faz parte do futebol”, disse.

A defesa do Nhô Quim foi questionada, já que a equipe sofreu 10 gols nas últimas cinco partida e Tarcísio admitiu que a equipe precisa melhorar esse setor. “É uma preocupação que temos. Tivemos uma conversa em que, durante um momento do campeonato ficamos quatro partidas sem sofrer gols e precisamos voltar a ter essa consistência defensiva. Eles (São Caetano) finalizaram e criaram pouco, porém as oportunidades que eles criaram, conseguiram transformar em gols”, concluiu.

Mauro Adamoli

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