Após incêndio, família Braga estuda reconstruir loja de tecidos

A família proprietária da loja de tecidos do Toninho, localizada na rua Moraes Barro, no Centro de Piracicaba, ainda procura digerir o impacto do incêndio que destruiu totalmente o prédio e o estoque há sete dias.

Nesta semana, Rene Antônio Braga, filho do comerciante Antônio Braga, o Toninho, falou com a reportagem do Jornal de Piracicaba e disse que todos estão ´apegados a Deus e mantendo a fé´ para que seja possível reabrir a loja e retomar as atividades, que ocorreram ininterruptamente ao longo de 78 anos.

Rene reconhece que antes disso, será necessário muito trabalho para recuperar os 740 metros quadrados destruídos pelas chamas. Ele contou que foi acordado às 3h20 do sábado 15 pelo inquilino que mora no 1º andar do prédio.

As chamas, cujas causas ainda dependem do laudo da perícia que deve ser divulgado em 30 dias, se espalharam rapidamente por causa do material inflamável existente no local.

Segundo o comerciante, apenas a cozinha da loja não foi atingida pelo fogo, o que para ele é um milagre, pois havia três botijões de gás no cômodo. “O estrago poderia ser bem maior se o fogo tivesse chegado lá”, observou.

Ele contou que havia renovado o seguro do prédio há menos de um mês e manteve o valor da apólice, após o incidente constatou que o reembolso do seguro pagam apenas 1/3 do total do prejuízo, que ele prefere não divulgar.

SOLIDARIEDADE
Em meio aos transtorno causado com o incêndio, a família tem encontrado apoio nas mensagens recebidas de amigos e clientes. “Temos recebidos muitas mensagens de apoio de muitas pessoas, agradecemos a todos pela atenção”, falou.

Entre os apoios recebidos, Rene cita o do amigo proprietário da Belém Armarinhos, que disponibilizou um espaço para que ele atenda os clientes. “Ele concedeu um espaço na loja para eu atender os nossos clientes, fica na rua Moraes Barros, 123, o telefone é 3422-8518”, informou.

Rene lembra que a loja sempre foi referência para a família, desde a sua fundação em abril de 1951. “Meu tio Hélio Braga comprou a loja para o meu e começou na Moraes Barros, esquina com a Santa Cruz, eu passei a ser proprietário em 2002 e mudamos para o prédio atual”, contou.

(Beto Silva)