Aposentada pede corte de ipê há 50 dias

Um ipê roxo com cerca de 30 metros de altura e com ao menos 18 anos tombou parcialmente na rua Nuporanga, no Jardim Potiguar, e há o risco de cair sobre a via, veículos ou pessoas que transitam pelo local. A árvore fica em frente à residência da aposentada Leni de Fátima Baltieri, 62, que solicitou o corte em 28 de dezembro do ano passado. A remoção foi deferida pela Sedema (Secretaria de Defesa do Meio Ambiente) no dia 18 de janeiro, mas o corte ainda não foi feito. Apenas um fio de energia elétrica sustenta a árvore inclinada. Se cair, vai arrastar também fios de telefonia. Enquanto isso, os moradores estão temerosos que ocorra uma tragédia.
 
Leni disse que recebeu carta da prefeitura na quinta-feira (15) informando o deferimento do corte. “Até agora, não veio ninguém. Liguei e informaram que foi encaminhada a ordem para cortar com urgência”, explicou Leni. Ela disse que os vizinhos a pressionam para cortar, mas não tem culpa pela demora. Às vezes, escuta estalos emitidos pela árvore. “Se o fio arrebentar, pode matar alguém na rua. Se puxar o fio e dar um curto-circuito, vai acontecer uma tragédia”, preocupa-se a moradora. Segundo o aposentado Jayme da Silva Pantaleão, 66, o problema começou há um mês. “Pode cair a qualquer momento e impedir o trânsito”, disse. “Está muito perigoso”, reforça o aposentado. 
 
A suspeita da moradora é que a água de chuva infiltrou embaixo do asfalto. Está oco embaixo do ipê. Segundo Pantaleão, tem um buraco embaixo da árvore com mais de 1 metro de largura. Para Pantaleão, o solo do bairro é arenoso e em vários lugares o asfalto afundou.
 
A prefeitura informou que sempre quando há pedido de corte de árvores, equipe da Sedema é enviada ao local para análise e verificar se há realmente a necessidade. A Sedema evita ao máximo o corte de árvores pela importância que elas têm para a cidade. “O corte da árvore foi deferido e está no cronograma de serviços para execução o mais rápido possível”, traz a nota.