Aposentado de 90 anos é preso após ser acusado de estuprar filha; crime teria ocorrido em 2013

Vítima deu entrada na UPA Vila Sonia, em 2013. (Claudinho Coradini/JP)

Um aposentado de 90 anos foi preso pela Polícia Militar, em sua residência, na Vila Sonia, em Piracicaba, na noite desta quinta-feira (6). Ele tem mandado de prisão preventiva decretada pela Justiça por estupro de vulnerável, que teria ocorrido em 2013. Na época, ele foi acusado de molestar sua filha, que tinha 14 anos.

De acordo com a Polícia Militar, na quinta-feira, a corporação foi informada que tinha um mandado de prisão preventiva decretado no mesmo dia pela Vara de Execuções Criminais de Piracicaba, expedida no mesmo dia.

Os policiais estiveram na casa do aposentado, onde ele foi localizado. O aposentado foi conduzido ao plantão policial, onde prestou depoimento para a delegada Monalisa Fernandes do Santos, que também responde pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher).

O idoso permaneceu em uma cela separada na carceragem, onde aguardou sua transferência para a Cadeia de Sorocaba, que é a única unidade que recebe acusados de crimes sexuais, por questões de segurança, visto que os demais detentos não aceitam o convívio com envolvidos com crimes dessa natureza.

O CASO

Segundo o boletim de ocorrência registrado no plantão policial de Piracicaba, a Guarda Civil foi solicitada para comparecer à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Sonia, onde uma adolescente de 14 anos deu entrada após uma crise nervosa, acompanhada de uma irmã e uma sobrinha.

A vítima teria relatado aos policiais que estava sendo estuprada pelo pai, que na época tinha 84 anos. Ela disseque estava sendo molestada há dois meses, sempre durante a noite, enquanto sua mãe dormia. O acusado teria que se contasse para alguém apanharia.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, a mãe da adolescente teria informado que não sabia o que acontecia com a sua filha. Afirmou que somente uma vez sua filha teria relatado o ocorrido, mas como nunca mais teria se pronunciado, acreditou que a situação envolvendo sua filha não teria se repetido.

Na época, a adolescente passou por exames no IML (Instituto Médico Legal), e o caso foi apurado pelas equipes da DDM.

Cristiani Azanha