Áreas sem escoamento perto do Teatro alagam e arrastam veículos

Carros estacionados próximo ao Tetro foram arrastados (Crédito: Claudinho Coradini)

Em menos de 40 minutos de uma média de 18,2 mm (milímetros) de chuva intensa, na terça-feira (8), áreas previsíveis de problemas de escoamento em diferentes pontos da cidade ficaram alagadas. Entre as ruas São Francisco e São João, próximo ao Teatro Municipal, na região central, pelos menos quatro veículos que estavam estacionados foram arrastados pelo alagamento.

Sempre que chove, piracicabanos já sabem que algumas áreas da cidade serão alagadas. Entre essas áreas, está o entorno do Teatro Municipal, com as ruas de acesso à avenida Independência. Há cerca de quatro décadas o problema é recorrente e atinge também as avenidas José Michelletti, 31 de Março e Armando de Salles Oliveira, e as ruas José Pinto de Almeida, Floriano Peixoto e Santa Cruz. “Eu vim de Itapeva e nunca tinha visto isso antes. No início do ano passado, foi a mesma coisa, os carros ficaram submersos”, conta o porteiro Márcio Roberto, que mora próximo à área de alagamento da rua São João.

Na Rua do Porto, embora o rio Piracicaba não tenha extravasado na tarde de terça-feira (8), moradores já sabem que precisam estar prevenidos. Ana Maria Novaes, 72, nasceu na Rua do Porto, mudou-se para outro bairro e há quatro anos voltou para a orla do Piracicaba.

Segundo Ana Maria, ela nunca perdeu móveis em enchente, mas já está acostumada com a água que invade o quintal. “Temos um segundo andar na casa e colocamos os móveis na parte superior e ficamos lá, até baixar o nível da água. O pessoal da Defesa Civil nos avisa em caso de alerta. Mas eu não troco esse lugar por outro. Amo ver o rio cheio! Fico triste quando ele está só pedra”, enfatiza a moradora, que tem uma placa da Defesa Civil no portão com os dizeres de “Prioridade 3”.

QUEDA DE ÁRVORE

Na rotatória das avenidas Santa Catarina e Recife, no Bosque da Água Branca, uma árvore de grande porte caiu em um veículo Renault, modelo Duster, que passava pelo local, danificando a parte traseira do carro. A motorista, a empresária Suzana Ferraz Silveira Antonelli, 40, estava sozinha e não se machucou. Ao entrar na rotatória, conta a empresária, um galho pequeno caiu sobre o veículo e em seguida um grande, momento no qual ela acelerou o carro. “Olhei pelo retrovisor e vi um vulto, no mesmo instante que ouvi um barulho como se fosse de capotamento. Era a árvore caindo no meu carro”, relata.

Na rotatória da avenida Santa Catarina, árvore caiu e atingiu um veículo (Crédito: Claudinho Coradini)

Além de atingir a Duster, um segundo veículo foi atingido de raspão, e fios da rede elétrica foram derrubados pela árvore. “Eu somente desci do carro, quando me disseram que os fios de alta tensão não estavam sobre o veículo. Foi um susto! Nunca passei por isso! Desci do carro e disse: obrigada, meu Deus”, conta Suzana, considerando que poderia ter sido fatal a queda da árvore.

CHUVA

A chuva de ontem começou às 16h20, quando a altura da coluna d’água do rio Piracicaba estava em 2,64 metros e a vazão em 172,6 m3/s (metros cúbicos por segundo). Às 18h, quando a chuva parou, a altura da coluna d’água chegou estava em 3,06 metros e vazão em 221,86 m3/s.

(Eliana Teixeira)