Arma contra a violência

O aparelho, por si só, não é impeditivo para o feminicídio. Mas pode ajudar a inibir muitos casos e até mesmo salvar vidas

O dia 7 de agosto é emblemático para o movimento feminista no Brasil. Nesta data, há 12 anos, surgiu a principal lei que protege as mulheres vítimas de violência doméstica. É a Lei Maria da Penha, que completa 12 anos hoje. E, justamente nesta data tão importante, o diretor do Deinter-9 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), Antonio Luís Tuckumantel, anunciou que Piracicaba deve ter o “botão do pânico” na região. Hoje acontece a primeira reunião para discutir o assunto.

Este equipamento é considerado de suma importância às mulheres que conseguiram na Justiça medidas protetivas para afastamento do agressor. Parece um controle remoto de portão eletrônico e conta com chip e bateria. Quando o aparelho é acionado, policiais das imediações são enviados ao local, para evitar que as mulheres sejam agredidas. O diretor exemplificou que a advogada Tatiane Spitzner, 29, morta pelo marido em 22 de julho, poderia estar viva se contasse com um equipamento semelhante.

O botão do pânico é mais uma arma para prevenção desses casos. É claro que o aparelho, por si só, não é impeditivo para o feminicídio. Mas pode ajudar a inibir muitos casos e até mesmo salvar vidas. Essa é a principal função do equipamento.

(Claudete Campos)