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A noite encantada
Fortunato Losso Netto
15/03/2017 14h50
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25 de dezembro de 1971 - Que bom seria se fosse Natal o ano inteiro. Como a humanidade se transforma nestes dias, como se exteriorizam as manifestações de cordialidade, de bons propósitos, de fraternidade! Até nos campos de batalha cessam o fogo, calam os canhões, repousam os pássaros de aço que vomitam fogo e morte. Tudo porque se recorda o nascimento de um menino, de um Menino-Deus, que trouxe aos homens da terra a mais fecunda lição de amor.
 
Nos corações das crianças, em que tudo é pureza, cantam os hinos de paz e de suave viver. Até as mais humildes se contagiam pelo ambiente, e se regozijam com a alegria geral, embora pudessem esconder nos íntimos refolhos da alma algo de desilusão pelas desigualdades do mundo.
 
Entre os seres estabelece-se um novo poder de comunicação, onde o sorriso é fácil e natural e a tendência é confraternizar. Estão no ar o que deverão ser os cantos dos anjos. Até o ruido assume aspecto festivo, convidando os homens ao amor, preparando as almas ao entrelaçamento da amizade.
 
Daí o apelo que se renova cada ano: recristianizemos o Natal, aproveitando as lições da humilde manjedoura, afastando dos homens a contingência material, que os divide, que separa as nações, que desune as famílias. 
 
A Noite de Natal, noite de mistério e de encantamento, tem qualquer coisa de mistico, muito de profunda emoção, que inspirou toda uma literatura sobre o tema, universal por excelência. 
 
E nos contos de Natal sobressai a delicada flor do mais puro sentimento humano, onde o amor faz centro, sob todas as formas por que se apresenta na vida de cada um. É a matéria prima preciosa para os cérebros privilegiados dos escritores, que burilam o tema, dele extraindo as chispas mais cintilantes de seu lavor.
 
Quem sabe um dia terá a humanidade o Natal de Jesus tal como os profetas o anunciaram: para a redenção da humanidade, para a remissão dos pecados, para o gozo das eternas bem aventuranças prometidas. 
 
Nesse estágio do mundo não haverá guerras, as dissenções serão apenas história do passado e o espírito fraternal pairará sobre a terra, quando todos serão irmãos, com o mesmo espírito jovial e esperançoso desta Noite Encantada, quando o homem irá dormir sem o espectro do medo, sem o fel do ódio em seu coração. Mas hoje é Natal: Boas Festas, prezados leitores, e que o Espírito do Natal esteja sempre com todos, pelos tempos afora.

Fortunato Losso Netto

Foi médico, jornalista, diretor e proprietário do Jornal de Piracicaba


 
 
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