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É urgente novo zoneamento postal
Fortunato Losso Netto
18/03/2017 09h00
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29 de dezembro de 1971 - Devemos entender que um país, com a dimensão continental como o nosso, opõe extraordinária resistência aos processos de modificação de sua estrutura. Então, é compreensível que, antes que tudo, tem o brasileiro o dever de se revestir de paciência, para esperar a transformação, que pouco a pouco estamos sentindo, rumo ao Brasil Grande que tanto almejamos.

Sim, devemos ter paciência. Mas há setores em que as mudanças esperadas não acontecem. E então nos lembramos do nosso insigne presidente Medici, quando diz que ‘Eu tenho pressa’, isto é, temos que mudar urgentemente, para transformar o quando antes a fisionomia deste país, mudar para melhor, para oferecer a seu povo sofrido aquelas conquistas de nosso tempo, que lhe tem sido negadas.
 
Um setor onde a aragem benfazeja da Revolução está custando muito a chegar é o dos Correios e Telégrafos, que ainda deixam muito a desejar. Transformada em Empresa dos Correios e Telégrafos, para adquirir uma administração mais dinâmica, não conseguiu ainda aquele antigo Departamento do Ministério da Viação colocar em ordem sua casa e mostrar algo de palpável no sentido de uma melhoria de serviços.
 
Piracicaba é um exemplo gritante disso que aí acima afirmamos. A cidade se expande vertiginosamente, e o mesmo aparelhamento postal citadino continua, com perímetro postal exíguo, poderíamos dizer ridículo, com dezenas de ruas com todos os melhoramentos urbanos, exceto o da entrega domiciliar de correspondência.
 
Hoje, esse serviço é um mínimo que os Correios e Telégrafos devem oferecer a uma população que vai caminhando rapidamente para as 200 mil almas. Não somos um burgo e sim uma das mais importante cidades, do mais adiantado Estado brasileiro. Somos, por isso mesmo, excelentes clientes da Empresa dos Correios, com volumosíssima correspondência movimentada, que precisa encontrar o seu destino rapidamente. Não adianta adotar um código postal para que as cartas corram velozmente, como anuncia a Empresa, se depois elas morrem nos desvãos da Agência, para serem remetidas de volta ao emissor da mensagem, com a informação de que ‘está fora do perímetro postal’.
 
Isso se explicaria se o tal endereço dissesse respeito a um bairro periférico, de rara densidade populacional, que não comporte carteiro. Mas a verdade é que pontos que há muito são cidade e não mais bairro, não receberam ainda a atenção da correspondência domiciliar.
 
O problema é antigo, não é de hoje, mas agravado continuamente, com o crescimento da cidade e a estagnação dos serviços postais.
 
É urgente o novo zoneamento postal de Piracicaba. É urgente que dezenas de ruas sejam incluídas no perímetro postal, atendendo ao crescimento da cidade e ao esperado melhoramento dos serviços da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

Fortunato Losso Netto

Foi médico, jornalista, diretor e proprietário do Jornal de Piracicaba


 
 
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