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Olhando para o futuro
Fortunato Losso Netto
19/03/2017 09h00
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26 de janeiro de 1972 - Um dos processos de que os jornalistas lançam mão para conseguir seus objetivos, nem sempre lhes agradam, porque sua autocrítica os coloca em situação incômoda: referimo-nos à figura da repetição, que pode levar ou ao desagrado, ou ao lugar comum. Mas que fazer? Dizem que, à força de repetir, conscientiza-se uma coletividade, criando a ideia - força, que acaba se transformando em ação.
 
É por isso que aqui estamos novamente para tecer considerações sobre o problema viário de Piracicaba que, se hoje ainda não assumiu os aspectos dramáticos que conduzem ao desespero e ao alarme geral, isso o devemos, em grande parte, à visão profética do Alferes José Caetano Rosa, que traçou o plano geral da cidade. Não foi mesquinho ao marcar, na época, a largura das ruas, muito mais amplas do que as cidades coevas, como Itu ou Sorocaba ou mesmo Campinas, cujas ruelas estreitas hoje são motivo de desespero para os administradores.
 
Ainda agora, quem observar as transformações gigantescas por que passa o sistema viário de Campinas, com a febril abertura de vias expressas, amplos e elegantes viadutos e obras de arte majestosas, que há de projetar para o futuro o nome do jovem prefeito Orestes Quércia, vai compreender que, em dias não muito distantes, os piracicabanos estarão as voltas com os mesmíssimos problemas, em escala maior e em intensidade mais aguda, em face da progressão geométrica, inacreditável mesmo, da rápida motorização do povo brasileiro.
 
Os sintomas iniciais já aí estão para quem quiser ver, com periódicos engarrafamentos do trânsito, dando mostras de saturação do espaço viário disponível, frente à demanda cada vez maior do trânsito.
 
Claro que, nem de longe, ainda podemos pensar em soluções de vias elevadas e mais remotamente, em trânsito abaixo da superfície. Mas é tempo de se proceder a um levantamento técnico da cidade, para descobrir novas soluções para desafogar o trânsito.
 
No sentido leste-oeste, principalmente, isto é, do rio Piracicaba para a Cidade Alta, há somente na Paulista a recente av. Paulo de Moraes, da ponte do Morato até o alto do espigão, nas imediações da Estação da Paulista, esperando-se o seu prosseguimento. Nesse sentido, do rio até o Piracicamirim, nenhuma via livre, somente segmentos parciais, que não resolvem, tendo o trânsito que ser feito através da malha estreita de todo o sistema de ruas comuns, desde a Paulista, ao sul, até o extremo norte da cidade.
 
Urge, repetimos, um exame por técnicos de gabarito, de novas soluções. Há de existir ruas bem estudadas, ainda não ocupadas por construções de vulto, que mereçam um recuo, para abertura de uma larga avenida, que desafogue o sistema já esclerosado, de nossas ruas centrais, tal como a Armando de Salles Oliveira já vem fazendo no sentido Escola Agrícola - Paulista.
 
Evidentemente que, quanto mais para o futuro se jogar a solução deste problema, mais difícil e oneroso ele se tornará. Com estudos bem elaborados, leis acauteladoras do interesse público serão elaboradas, fazendo-se hoje, a projeção das soluções futuras. E se é verdade que ‘governar é prever para prover’, lancemos as vistas para o amanhã, que está chegando velozmente com o progresso extraordinário de nosso país.

Fortunato Losso Netto

Foi médico, jornalista, diretor e proprietário do Jornal de Piracicaba


 
 
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