,
Clique e
assine o JP
Televendas: 3428-4190
Classificados: 3428-4140
Comercial: 3428-4150
Redação: 3428-4170
Últimas notícias:
  • Makro Atacadista reinaugurou loja ontem
  • Convenção confirma reposição para trabalhadores do comércio
  • Semuttran licita primeira etapa de projeto com dinheiro de multas

Feiras livres
Fortunato Losso Netto
15/04/2017 06h00
  |      
ENVIAR     IMPRIMIR     COMENTE              
 
29 de setembro de 1940 - Não atinamos por que razão Piracicaba ainda não instituiu as suas feiras livres. A cidade se extendeu extraordinariamente, cobrindo area enorme com seu casario. E o velho Mercado Municipal  que tambem acompanhou o crescimento da cidade  ficou cada vez mais longe da peripheria da urbs. Bairros, apenas esboçados, se adensaram. Alguns, até, se arrogam o appelido de novas cidades.
 
Á semelhança dos grandes centros urbanos que possuem seus irreprehensiveis mercados  como o Rio ou S. Paulo  e que, não obstante, têm suas concorridas e multiplas feiras livres, Piracicaba tambem se resente de tal medida, que julgamos ter todas as caracteristicas de verdadeira necessidade collectiva.
 
Instituam-se as feiras, localisadas nos pontos cardeaes da cidade. Uma, no terreno fronteiro ao jardim da Ponte, logo no inicio desta, servindo ás populações da Villa Rezende, das ruas Luiz de Queiroz e Tiradentes, da Villa Progresso e immediações. Outra, no largo de Sta. Cruz, servindo a Cidade Alta, o bairro dos Allemães. Nos altos da Paulista poderia installar-se uma terceira  cada qual funccionando uma ou duas vezes por semana, em dias predeterminados pela prefeitura, á medida do desenvolvimento dos negocios.
 
A principio, até que se estabeleça o habito de commerciantes e de freguezes, talvez haja uma natural hesitação. Mas temos a impressão de que, correspondendo a uma commodidade para o publico, este será o primeiro a apoiar a iniciativa.
 
Outro aspecto do problema poderá ser ventilado: o da conveniencia para o povo da instituição das feira livres, porquanto estas costumam determinar barateamento dos generos. Tal observação é confirmada por todos que têm percorrido as feiras, quer nas capitaes, quer no interior.
 
Não seria o caso de a prefeitura estudar o problema, para lhe dar uma solução á altura dos interesses da população conterranea?

Fortunato Losso Netto

Foi médico, jornalista, diretor e proprietário do Jornal de Piracicaba


 
 
Voltar

Comentários

Nome:
E-mail:
Comentário:
 

  • Seja o primeiro a comentar