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Temos uma Constituição
Fortunato Losso Netto
17/05/2017 07h27
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18 de setembro de 1946 - Bem escolhida foi a data de 18 de Setembro para a promulgação da nossa nova Carta Magna. Assinalando a primeira vitoria das armas brasileiras em campos europeus, o 18 de Setembro significa, por certo, nos fastos na nossa Historia, mais uma ascenção do povo no plano da verdadeira democracia.
 
Muito embora os nossos soldados houvessem partido para o campo da luta, por força de uma ordem ditatorial, o seu mandato legitimo promanava do povo, na sua unanimidade, que suportava a tirania, porem vivia os anseios da Liberdade. Os nossos ‘pracinhas‘ combatiam lá fóra o fascismo, na certeza de que tambem estavam lutando pela redenção politica de seus conterraneos.
 
Um povo ativo como o brasileiro, cioso de suas prerrogativas e com paginas inconfundiveis de amor á Liberdade servindo a qualquer instante de exemplos aos seus filhos, não podia continuar vivendo sob normas ditadas por uma Constituição que lhe foi outorgada. A imposição de uma Lei Basica já havia, de ha muito tempo, passado para a Historia dos povos civilizados. A soberania popular, exercida na majestade de uma Constituição votada por legitimos representantes do povo já constituia um patrimonio impostergavel do nosso povo, que de forma alguma poderia viver com dignidade sem essa condição primaria de sua organização politica.
 
Quando a estrutura do Estado cede aos arremessos dos lutadores pelos ideais mais putos da nacionalidade, como vinha acontecendo com a Constituição de 37, cuja vigencia cederá lugar á de 46  o país está á beira do caos, da mais horrivel situação a que pode chegar um povo: o regime da irresponsabilidade, da anarquia, do afrouxamento moral, do aniquilamento do carater.
 
Finalmente vamos entrar no verdadeiro governo do povo, pelo povo e para o povo, temos uma Constituição, votada por Assembleia soberana, discutida amplamente dentro de um clima de Liberdade. Entramos finalmente, nos caminhos mais suaves da Democracia, em que o homem é dignificado, em que suas prerrogativas são respeitadas, sob cuja proteção todo um povo pode trabalhar, sob as mais solidas garantias para a condução de sua Patria ás mais altas planuras da civilização.
 
Temos uma Constituição. Regemos o nosso proprio destino de povo soberano. Temos uma Constituição, somos finalmente um povo livre, na posse das nossas mais acarinhadas prerrogativas. Temos uma Constituição: o Brasil se encontrou outra vez com o seu proprio destino. Que a Constituição hoje promulgada seja a garantia de uma Patria soberana, unida, independente e forte, onde um povo bravo luta por dias de prosperidade, de bonança e de paz.

Fortunato Losso Netto

Foi médico, jornalista, diretor e proprietário do Jornal de Piracicaba


 
 
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