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O novo campeão da Paz
Fortunato Losso Netto
19/09/2017 15h55
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7 de outubro de 1983 - É uma ironia que o instituidor do Prêmio Nobel da Paz seja exatamente o inventor da dinamite. Como os cientistas que trabalharam no desenvolvimento do projeto Manhattan, para a fabricação da bomba atômica, deve ter tido problemas de consciência, de natureza ética, quando viu seu invento usado para a guerra. Aliás, a mesma decepção teve nosso patrício Santos Dumont, quando percebeu que o seu ‘mais pesado que o ar‘ estava voando como armas mortíferas, na grande guerra mundial.
 
Nasceu este ano mais um herói da Paz, ao ser outorgado ao valente operário polonês Lech Walesa o ‘Prêmio Nobel da Paz‘.
Desde muito Lech Walesa havia projetado sua personalidade no mundo como o símbolo da resistência nos países socialistas, organizando em Gdansk o seu Sindicato Solidariedade, opondo-se ao jugo opressor do governo polonês, manobrado pelos russos. Sua luta épica pela liberdade de expressão, de reunião, garantida pelo Espírito das Nações Unidas galvanizou as vontades de seu povo, unindo o operariado em torno das conquistas libertárias nas quais acreditava.
Sem medir conseqüências, nem dobrar a cerviz às ameaças violentas dos algozes poloneses, instrumentos da degradação soviética, enfrentou todas as tentativas que as forças do poder empregaram para calar sua voz de liberdade que unia sua pátria contra o invasor e opressor.
 
A idéias de liberdade foi mais forte do que todo o poderio da opressão socialista, levando o povo polonês a suportar todas as agruras da escravidão a que o têm submetido as autoridades do Cremlin. O grande sustentáculo moram tem sido o seu irmão Paulo II, o Papa da Liberdade e da Resistência, que jamais se acovardou diante da insolência dos flageladores de sua Pátria.
Os altos dignatários do Parlamento norueguês examinaram com o habitual cuidado e isenção o processo para a outorga do ambicionado Prêmio Nobel da Paz-83 e fizeram justiça ao grande líder operário polonês e à sua causa, que é a causa de todos os cidadãos livres do mundo.
 
A grandeza do humilde eletricista dos estaleiros Lenin de Gdansk desde logo se evidenciou, pelo seu gesto de desprendimento somente encontradiço nos corações verdadeiramente privilegiados: ele, um elemento da camada mais pobre de sua empobrecida Pátria, assim que soube ter ganho o ambicionado Prêmio, que consta em dinheiro da elevada importância de 150 milhões de cruzeiros, declarou que doava essa fortuna inteiramente à Igreja, para que ela a distribuísse entre os patrícios trabalhadores agrícolas da Polônia.
 
Lech Walesa, o humilde operário da Polônia se erigiu no novo herói da Paz, pela sua luta, pelo seu desprendimento, pela sua coragem e crença nos valores altos da humanidade.
 

Fortunato Losso Netto

Foi médico, jornalista, diretor e proprietário do Jornal de Piracicaba


 
 
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