Arrecadação de IPVA em Piracicaba cresce 19,4%

Entrada de veículos zero quilômetros na frota tributável contribuiu para o aumento (Foto: Claudinho Coradini/JP) Entrada de veículos zero quilômetros na frota tributável contribuiu para o aumento (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Em Piracicaba, a arrecadação do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) cresceu 19,4% neste ano. Conforme dados da Delegacia Regional Tributária de Campinas, órgão ligado à Secretaria da Fazenda e Planejamento, a arrecadação em Piracicaba, do IPVA de 127.617 veículos, foi de R$ 127.467.672,20. No ano passado, Piracicaba arrecadou R$ 106.766.991,62, sendo que a arrecadação em 2019 ficou R$ 20.700.680,58 a mais.

Já a região de Campinas, a qual pertencem os proprietários de veículos licenciados em Piracicaba e mais 29 municípios, totalizou R$ 1,17 bilhão. O valor é 8% maior que o arrecadado no mesmo período do ano passado. No total, 1.204.689 proprietários de veículos quitaram o IPVA na região. Outros 192,4 mil, que optaram pelo parcelamento do imposto, recolheram apenas uma ou duas parcelas.

No Estado, os proprietários de veículos recolheram R$ 11,13 bilhões, com crescimento de 7% em relação a 2018. Apesar da saída de veículos com mais de 20 anos da base de incidência do IPVA, a entrada de veículos zero KM na frota tributável colabora diretamente no aumento da arrecadação, em razão de seu valor venal – o tributo corresponde a 4% sobre o preço. “O IPVA é uma receita importante para o Estado e para os municípios paulistas”, destaca o secretário Henrique Meirelles. “Pagando impostos estamos contribuindo para a prestação de serviços básicos para a população”, completa.

Do IPVA arrecadado, 20% são destinados ao Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). O valor remanescente é repartido 50% para o Estado e 50% para o município de registro do veículo, que deve corresponder ao local de domicílio ou residência de seu proprietário.

Tanto a quota-parte estadual quanto a parcela de recursos entregue aos municípios vão compor o orçamento anual e, dessa forma, destinadas às diversas áreas de atuação do Estado e das prefeituras, dentre as quais, a saúde, a educação, a segurança pública, a infraestrutura e também ao trânsito. “É importante que os contribuintes que ainda não recolheram o imposto regularizem a situação”, alerta Meirelles.

Os proprietários em atraso podem quitar o tributo na rede bancária, à vista, ou com cartão de crédito nas empresas conveniadas. Quem deixar de recolher o imposto no prazo fica sujeito a multa e juros – os acréscimos moratórios são de 0,33% por dia de atraso, até o limite de 20%, calculados sobre o valor do imposto.

Eliana Teixeira