Artistas pedem criação de Centro de Cultura na Rua do Porto

arte Área está localizada em frente ao Largo dos Pescadores. ( Foto: Rafael Bitencourt)

Um abaixo-assinado com quase 100 nomes de artistas e pessoas envolvidas com a cultura, encaminhado esta semana à Prefeitura de Piracicaba, pede a aquisição, pelo Poder Público, de uma “emblemática” área localizada em frente ao Largo dos Pescadores, na região da Rua do Porto, para criação de um Centro de Cultura Popular. No local, onde funcionava a Torres Turismo, há uma placa que indica que o imóvel está disponível para venda, locação, arrendamento ou até permuta. Artistas da cidade acreditam que a ideia é uma forma de valorizar e fomentar a cultura local.

A iniciativa surgiu durante o 10º Fórum das Tradições Populares, realizado em setembro. Foi debatida a aquisição da área, que possui quase 10 mil metros quadrados, para abrigar ensaios e apresentações de manifestações como Samba Lenço, Batuque de Umbigada, Viola Caipira, Seresta, Cururu, entre outras. E isso, além de promover a venda de comidas típicas como caldo de cana, pamonha e cuscuz, principalmente aos finais de semana, quando a cidade recebe muitos turistas.

O novo espaço seria integrado ao Largo dos Pescadores, considerado por muitos o coração cultural da cidade, onde é realizada a Festa do Divino e a Noite das Tradições. Segundo os integrantes do Fórum, as manifestações necessitam de espaço para ensaios e apresentações.

OS ARTISTAS – Os artistas e “fazedores de cultura” de Piracicaba apoiam a iniciativa. “Há muito tempo as diversas manifestações culturais que temos na cidade precisam de um espaço para desenvolver suas atividades. O fato de muitos grupos não possuírem espaço próprio é um dos motivos para que essas manifestação se acabem. O local onde funcionava a Torres Turismo seria ideal e numa localização perfeita para nós”, opina Ediana Raetano, representante de manifestações como o samba-lenço.

O artista Tony Azevedo, do maracatu e Bloco da Ema, acredita que a iniciativa seria importante para o reconhecimento dos valores artísticos e culturais locais. “Fortalece, ao mesmo tempo em que se buscam mecanismos para dar voz aos artistas de todos os segmentos e favorece o reconhecimento de nossa cultura”, diz. A ideia também agrada o sambista Juca Ferreira. “Trata-se de um local que respira cultura e arte, porém, há a necessidade de um estudo, pra que não se torne um espaço ocioso”, pontua.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura para falar sobre o assunto, porém, não se pronunciou.

(Da Redação)