Ascapi Rafting realiza campanha para ir ao Mundial

Equipe Ascapi Rafting (Foto: Divulgação)

A equipe Ascapi Rafting (Associação de Canoagem de Piracicaba), formada pelos atletas Thiago Serra, Thiago Diniz, Pedro Aversa e Willian Ferraz, é a atual vice-campeã brasileira de canoagem rafting e será umas das equipes que representarão o Brasil no Mundial da modalidade, organizado pela IRF (International Rafting Federation), que acontecerá entre os dias 8 e 13 de junho, em Tunceli, na Turquia. Mesmo com as vagas garantidas, os atletas ainda lutam para conseguir uma quantia financeira que permita que os atletas disputem a competição na Eurásia sem preocupações. Os interessados em ajudar podem doar neste link.

Thiago Serra, um dos atletas da Ascapi Rafting, explicou que a CBR (Confederação Brasileira de Rafting) se tornou independente da CBCa (Confederação Brasileira de Canoagem) e com a emancipação a situação ficou mais complicada em razão dos patrocínios. “A CBCa tem patrocínios fortes, como o do BNDS e, pelo menos, para a disputa do mundial tinha sempre duas equipes que eles levavam pagando tudo. Agora que a CBR é independente, ela está na fase de procurar patrocínios, portanto ainda está complicado, já que não estão conseguindo pagar as equipes que conquistaram as vagas”, explicou. E acrescentou. “As campanhas estão gerando bastante resultado. O Diniz tem um grupo de pedal, então, ele conhece bastante gente e essa galera está abraçando bastante a ideia. A Ascap vai patrocinar uma parte, além dos nossos amigos, que estão ajudando. A Federação de Rafting tem patrocínio com a Star Alliance, então teremos 20% de desconto nas passagens aéreas. Lá na semana do evento tudo será pago pela federação, porém nossa preocupação é para conseguir as passagens e uma margem para chegar um dia antes e um dia depois caso aconteça algum imprevisto”.

Serra ressaltou que as campanhas de pizza também ajudaram a contribuir com o dinheiro. “As vendas estão boas, e estamos já na última semana”, comentou. Ele disse também que há ajuda de empresas de equipamento de canoagem e de uma empresa de turismo de canoagem de Jequitibá. “Alguns podem achar que não precisa mais doar, porém, no momento não está dando para bancar. Eles já chegaram a bancar as equipes, porém a realidade de hoje é diferente”, detalha.

A expectativa para conquistar um lugar no pódio da Ascapi é grande, já que, mesmo sendo uma equipe nova (começou a competir em 2017), a equipe conquistou o vice-brasileiro, perdendo para a experiente equipe Alaya Bozo D’agua, de Brotas, dona de sete títulos mundiais. “Temos bastante chances de medalhas, porque a equipe de Brotas é heptacampeã mundial e ficamos muitos próximos deles. Nosso diferencial é que todos na equipe já praticaram canoagem slalom. Eu sou o líder do ranking nacional desta modalidade, que é nossa origem. O Diniz foi vice de caiaque extremos, mas já fez slalom. O Pedro já foi campeão do caiaque extremo e o Willian já foi campeão pan-americano”, detalha o atleta, que ressaltou que o Mundial será disputado em três modalidades do rafting: descenso, slalom e head-to-head.

Outro fato destacado por Serra foi a “parceria” com a equipe de Brotas, já que mesmo competindo em alto nível as equipes fazem um intercâmbio, trocando dicas a respeito das modalidades. “A nossa especialidade é o slalom, que é a parte em que a equipe de Brotas mais sofre nas competições lá fora. Então damos dicas para eles melhorarem o desempenho. Em contrapartida, eles sempre levam vantagem no head-to-head, então eles também nos passam lições para melhorar neste segmento”, finaliza Serra.