Ataque em dose dupla: reforma da Previdência e “nova carreira”

Não bastasse confiscar mais 3% dos salários dos servidores públicos estaduais, entre eles os professores, aumentando a alíquota da previdência estadual de 11% para 14%, o governo Doria vai enviar para a Assembleia Legislativa um projeto de “nova carreira” para o magistério. O governador promete aumentar o salário base em 54%.

Mas atenção: trata-se de uma armadilha. Quem aderir a essa nova carreira poderá perder a estabilidade. Nossos salários serão substituídos por subsídios e quem aderir perderá o direito a todos os adicionais (sexta-parte, quinquênios, gratificações).

 

Além disso, para evoluir nessa nova carreira – apenas verticalmente – a professora e o professor terão que ser aprovados em uma prova, cujos critérios não estão claros.

 

Essa prova, por exemplo, poderá ser “calibrada” para que somente uma pequena parcela tenha reajuste salarial.

 

Quem precisa de avaliação não somos nós, professores. Já fomos aprovados em concurso e trabalhamos muito pela educação pública.

 

Quem deve ser avaliado é o Governador e o Secretário da Educação, que, aliás, estão indo muito mal. E eles não passam por nenhuma prova para receberem seus ótimos salários.

 

A carreira atual tem falhas? Certamente, mas com ela temos estabilidade e outras garantias. Nesta “nova” carreira, ficaremos nas mãos do Secretário da Educação.

 

Portanto, não caiam nessa! Acreditem no sindicato. Todas as vezes em que lançamos um alerta, ficou demonstrado mais adiante que tínhamos razão.

 

Por isso, professor, professora, a APEOESP irá realizar uma assembleia para que rejeitar essa proposta do governo e para organizar a luta contra mais esse ataque.

 

A luta começa já nessa terça-feira, 19/11, às 14h30, quando realizaremos um ato na assembleia legislativa contra a reforma da previdência de Doria e contra essa chamada “nova carreira”.

 

Todas e todos estão convocados. Mobilize a sua escola e a sua região. Procure a subsede da APEOESP.