Atenção aos sinais

Câncer de colo do útero é o terceiro com maior incidência em mulheres; Saída está no diagnóstico precoce. HPV também é causador do câncer, portanto é necessária a vacinação (foto Freepik)

O câncer de colo do útero é o terceiro com maior incidência na população feminina, atrás apenas do câncer de mama e do câncer colorretal, de acordo com dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer). No Brasil, aproximadamente uma mulher morre a cada uma hora de câncer do colo de útero: são 16.370 mil novos casos e 8.079 mortes a cada ano. Diante de números tão alarmantes, a saída está na prevenção e no diagnóstico precoce.

A ginecologista e obstetra Karina Tafner aponta que é necessário estar atenta aos sinais que o câncer pode dar, como sangramentos vaginais, dores durante a relação sexual e corrimentos anormais, já que sua formação acontece de forma implacável. “O câncer de colo do útero tem início com alterações na região cervical [a parte estreita do útero] e são chamadas de neoplasia intraepitelial cervical”, explica. “As células do câncer começam a interferir na configuração natural do colo do útero, estimulando a formação dos novos vasos sanguíneos que fornecerão os nutrientes dos quais as células tumorais necessitarão para um crescimento acelerado”.

Para combater a doença, exames periódicos podem garantir o descobrimento dela ainda em seu estágio inicial. “Esse tipo de câncer uterino geralmente é descoberto quando já está em um estágio avançado. A realização de exames preventivos, como o Papanicolau, aumenta as chances de um diagnóstico precoce e de cura”, afirma a especialista. “A colposcopia e a biópsia são exames que também podem ser realizados para o diagnóstico”.

Outra importante forma de prevenir o câncer de colo de útero é a vacinação, já que o vírus HPV é um dos precursores da doença. Levantamentos do Inca apontam que cerca de 80% da população mundial será acometida por, pelo menos, um dos tipos de HPV ao longo da vida, e acredita-se que haja de 9 a 10 milhões de infectados no Brasil. A cada ano, a estimativa é de que 700 mil novos casos ocorram.

O câncer do colo de útero pode chegar a acontecer quando o vírus do HPV – que se manifesta, geralmente, por meio de espécies de verrugas – não regride, gerando lesões no útero que se tornam cancerígenas. “A vacinação preventiva está disponível para a população pelo SUS, destina a meninas de 9 a 14 anos. O câncer de colo de útero tem quase cem por cento de prevenção com vacinação, diagnóstico e tratamento”, orienta a ginecologista.

 

TRATAMENTO
Apesar de toda a comoção implícita à doença, o câncer não é sinônimo de fim de vida. A medicina avançou muito nos últimos anos e, além de permitir diagnósticos precisos, também é possível tratar a doença de várias formas, segundo Karina Tafner. “Para o tratamento do câncer de colo do útero podem ser realizados três tipos de procedimentos: a cirurgia, que inclui a criocirurgia, a cirurgia a laser, conização, histerectomia, traquelectomia, extração pélvica ou dissecção dos linfonodos pélvicos; a quimioterapia e a radioterapia”, afirma.

 

 

Mariana Requena
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