Estudantes se mobilizam em novo ato pró-Educação em Piracicaba

Mobilização reuniu cerca de 700 pessoas nas ruas de Piracicaba, de acordo com a organização do ato (Crédito: Claudinho Coradini/JP)

Estudantes e representantes de entidades estudantis e de sindicatos de trabalhadores participaram nesta quinta-feira (30), em várias cidades do país e também no exterior, de atos contra o contingenciamento de verbas públicas para universidades federais. Segundo a UNE (União Nacional dos Estudantes), idealizadora da mobilização nacional, mais de 140 municípios do país participaram. Em Piracicaba, o ato aconteceu sob coordenação do DCE (Diretório Central dos Estudantes Livres) da Esalq-USP e que recebeu apoio de diversos segmentos da sociedade e, segundo a organização, levou mais de 700 pessoas as ruas. Segundo a Polícia Militar, que acompanhou a mobilização, foram aproximadamente 200 pessoas envolvidas.

É a segunda vez este mês em que os manifestantes vão às ruas em defesa de manutenção de recursos para o ensino superior, por exemplo.

Na cidade, o ato começou no início da tarde com concentração na praça do TCI (Terminal Central de Integração). De lá seguiram em caminhada pela avenida Armando de Salles Oliveira, passando pela rua Governador Pedro de Toledo até rua XV de Novembro e, em frente a agência regional do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), fizeram breve ato contra a reforma da Previdência, seguindo a mobilização até a praça José Bonifácio, por volta das 18h, quando foi encerrado pela organização.

Representante do “Marias de Luta”, um dos coletivos que participaram da mobilização, Andressa Benini, disse que a mobilização atingiu as expectativas, “principalmente se pensarmos que Piracicaba tem poucos movimentos grandes como este. Ainda mais 15 dias após outras manifestações, o que mostra que o movimento segue acontecendo sem desmobilizar”, relatou.

SÃO PAULO

Na capital paulista, os manifestantes concentraram-se inicialmente no Largo da Batata, na região oeste da capital paulista. Por volta das 18h, o local estava praticamente tomado por estudantes, professores universitários, da rede pública estadual e municipal. Participam da mobilização também membros de sindicatos e partidos políticos.

Antes de os manifestantes saírem em passeata, uma aula pública foi ministrada por professores da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) com o tema “Educação ou barbárie, o compromisso do professor”. Em seguida, a manifestação seguiu em sentido à Avenida Paulista.

Uma grande faixa com a frase “O Brasil se une pela educação” foi estendida pelos manifestantes na Avenida Brigadeiro Faria Lima.

Da Redação e com informações da Agência Brasil