Aumenta adesão de sindicatos para paralisação de hoje

Greve geral na educação promete parar escolas estaduais (Foto: Divulgação

A greve geral na educação marcada para esta quarta-feira ampliou a mobilização ontem e está ganhando o apoio de movimentos sociais e de sindicatos de trabalhadores ligados ao Conespi (Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba) e promete parar as escolas estaduais do município, conforme orientação da direção da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo).

Ontem foi distribuído material de divulgação da paralisação e os alunos de escolas estaduais e os pais já iniciaram manifestações de apoio ao movimento, que terá ato geral às 14h, no vão-livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na avenida Paulista, em São Paulo.

Em Piracicaba, professores e alunos de escolas estaduais, acompanhado de institutos educacionais, do movimento sindical e da Apeoesp realizam manifestações pelas ruas centrais de Piracicaba, no período da manhã, que partirá, às 10h do Largo do Mercado Municipal, e percorrerá as ruas Governador Pedro de Toledo, XV de Novembro e a Praça José Bonifácio, com encerramento e ato público em frente à Câmara de Vereadores de Piracicaba.

Após a manifestação, uma caravana de professores e alunos da cidade partem para São Paulo para participar do ato na capital. A presidente da Apeoesp e deputada estadual Professora Bebel (PT) diz que a chamada “reforma da Previdência” nada mais é que um desmonte do conceito de seguridade social consignado na Constituição Federal, composto pela Assistência Social, Saúde e Previdência (aposentadorias, benefícios e pensões).

A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba e Região informou ontem que vai realizar um ato de protesto contra as medidas impostas pelo atual governo na Educação. O ato, que ocorrerá em frente à sede, na rua Ipiranga, 553, Centro, terá o apoio do Conespi.

Este governo está nos impondo medidas que destruirão nossa Educação, como: a exclusão de disciplinas importantes do currículo escolar; o cancelamento de pesquisas e tecnologia; o corte no orçamento nas universidades públicas; a redução de bolsas de estudos e o corte de 50% do Fundeb, são algumas das medidas que trarão prejuízos incalculáveis para todo o país.

Beto Silva