Avistar orienta motoristas para respeitar travessia de deficientes

motoristas Alunos têm 15 segundos para atravessar cada faixa. (Claudinho Coradini / JP)

Apenas um em cada dez motoristas parados pela PM (Polícia Militar) disse conhecer o semáforo sonoro instalado na avenida Antonia Pazinato Sturion, em frente à sede da Avistar (Associação de Atendimento à Pessoa com Deficiência Visual). Na manhã de ontem, alunos e professores da entidade fizeram uma ação para conscientizar os motoristas e chamar a atenção do poder público para as dificuldades enfrentadas pelos deficientes visuais que diariamente fazem a travessia das duas pistas da avenida. Ontem, dois motoristas avançaram o sinal vermelho enquanto os alunos caminhavam na faixa de pedestre. Em um dos casos, o professor Eduardo Azzini puxou a aluna para a calçada para evitar que ela fosse atropelada pelo automóvel. O cabo da PM, Alexandre Azzini, informou que as placas dos veículos foram anotadas e os infratores serão autuados.

De acordo com o professor, diariamente cerca de 150 alunos, pais e acompanhantes fazem a travessia da avenida. Os semáforos sonoros foram instalados no final de abril e os usuários receberam treinamento da Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Tranportes). Para cruzar a avenida, o deficiente aciona a botoeira, aguarda o sinal sonoro para atravessar a pista com 15 segundos no tempo verde. Em seguida, ao parar no canteiro é preciso acionar a segunda botoeira central e assim terá mais 15 segundos para atravessar para o lado oposto da via.

“ A prefeitura anunciou que vai instalar 30 pisos elevados em frente às escolas do município, e as unidades de saúde que são utilizadas por deficientes físicos, como ficam?”, questionou o membro do Comdef (Conselho Municipal de Proteção, Direitos e Desenvolvimento da Pessoa com Deficiência) de Piracicaba, Ademir Barbosa. Segundo o conselheiro, o município deveria implantar 15 pisos nas escolas e outros 15 em prédios da saúde.

O funcionário público deficiente visual Wander Viana disse que o município precisa dar garantias ao deficientes de que ele fará a travessia com segurança. A colocação de placas indicativas é uma saída apontada por ele. “Fica bem mais barato a instalação de duas placas do que o atendimento a duas vítimas de atropelamento, como iria acontecer hoje aqui”, comparou.

Uma equipe da Polícia Militar acompanhou a ação dos alunos da Avistar durante a manhã de ontem. O cabo Azzini disse que os motoristas eram parados e orientados sobre a existência do semáforo sonoro naquele ponto da avenida. “ De dez motoristas abordados e questionados, apenas um disse conhecer o semáforo sonoro”, informou o militar.

 

(Beto Silva)