Balança comercial na cidade fecha o ano com saldo de US$ 616 milhões

A recuperação da Caterpillar — fabricante norte-americana de máquinas para a construção civil com planta na cidade — teve reflexo direto no saldo da balança comercial de Piracicaba em 2017. Dados divulgados ontem pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) apontam que, de janeiro a dezembro do ano passado, as exportações piracicabanas somaram US$ 1,9 bilhão (crescimento de 50,1% em relação a 2016), enquanto as importações representaram US$ 1,3 bilhão (-9,9% na comparação com o ano anterior). O saldo ficou positivo em US$ 616 milhões, resultado que impressiona, principalmente, se comparado com resultado da balança em 2016, que ficou negativo em US$ 198 milhões. 
 
Segundo o ministério, as niveladoras, raspo-transportadoras (scrapers), pás mecânicas, escavadoras e outros equipamentos produzidos pela Caterpillar representaram mais de 76% de todo o volume de comércio exterior registrado no município. Segundo produto mais exportado, as barras de ferro e aço, por exemplo, não atingiram nem 4% do total exportado.
 
Para o economista Francisco Crocomo, coordenador do Banco de Dados Socioeconômicos da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), além da retomada da Caterpillar, a taxa de câmbio favoreceu o resultado. Ontem, a moeda americana era negociada a R$ 3,24. “O dólar alto favorece a exportação. Também por isso houve queda nas importações, embora as de componentes automotivos, para a Hyundai, sigam em um bom ritmo”, explicou. 
 
Segundo Crocomo, não é possível prever se esses números se repetirão em 2018, justamente por conta da alta participação da multinacional no resultado da balança. “Os números são positivos, principalmente se considerarmos o déficit de 2016, mas está muito concentrado na Caterpillar. Tanto que os Estados Unidos foram o país que mais comprou mercadoria de Piracicaba no ano passado. Esperamos que esse desempenho se repita este ano e que mais empresas retomem o ritmo de exportações”, ressaltou.
 
As vendas externas do brasileiras totalizaram US$ 217,746 bilhões, no ano passado. Sobre 2016, foi registrado crescimento de 18,5%, pela média diária. Já o saldo comercial (US$ 67 bilhões) foi 40,5% superior ao alcançado em igual período de 2016 (US$ 47,683 bilhões).
 
IMPORTAÇÕES — Assim como nos últimos anos, as peças e motores automotivos representaram a maior fatia dos produtos importados por Piracicaba. Segundo o MDIC, elas representaram 40% de tudo o que as empresas instaladas na cidade compraram de outros países ao longo do ano. Sede da Hyundai, a Coréia do Sul foi o país de origem da maior parte dos produtos importados.